terça-feira, 31 de julho de 2012

Sabbath de Candlemas ou Imbold - Brighid


Candlemas ou Imbolc

Também conhecido como Imbolc, Oimelc e Dia da Senhora, Candlemas é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbath é o de Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura. Esse Sabbath representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o "afastamento do antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura da bruxa, tradicionalmente realizado pela Alta Sacerdotiza do Coven, que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.                                          Na Europa, o Sabbath Candlemas era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.             A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria e, no México, ela corresponde ao Ano Novo Asteca.                                                      
  
Imbolc é imbolg (pronunciado “immol’g’, com uma vogal leve àtona entre o ‘l’ e o ‘g’) que significa ‘no ventre’. Isto é o reavivamento do ano, os primeiros movimentos fetais da Primavera no útero da Mãe Terra. Como todos os Grandes Sabás Celtas, este é um festival de fogo – mas aqui a ênfase é sobre a luz mais do que sobre o calor, a centelha de luz fortalecedora que começa à trespassar a obscuridade do Inverno. A Lua é a luz-símbolo da Deusa, e a Lua acima de tudo se relaciona com seu tríplice aspecto de Donzela, Mãe e Anciã (Encantamento, Amadurecimento e Sabedoria). A luz lunar é particularmente aquela da inspiração. Então é adequado que o Imbolg deva ser a festa de Brigid (Brid, Brigante) a radiante tríplice Deusa- Musa ,que é também a portadora da fertilidade; pois no Imbolg, quando os primeiros trompetes da Primavera podem ser ouvidos à distância, o espírito é avivado tanto quanto o corpo e a Terra.     Brigid (que também deu seu nome à Brigantia, o reino Celta no todo do Norte da Inglaterra sobre a linha de Wash até Staffordshire) é um exemplo clássico de uma divindade pagã cristianizada com pouca tentativa de ocultar o fato – ou como Frazer coloca em O Ramo Dourado (pag.177), ela é “uma antiga deusa pagã da fertilidade, disfarçada em um manto cristão puído”. O Dia de Santa Brígida, Lá Fhéile Bríd (pronunciado aproximadamente ‘law ella breed’) na Irlanda, é em 1 de Fevereiro, a véspera do Imbolg.                                  

 A Santa Brígida histórica viveu cerca de 453-523 AD; mas suas lendas, características e lugares santos são aqueles da Deusa Brid, e os costumes folclóricos do Dia de Santa Brígida nas terras Celtas são evidentementes pré-cristãos. É significativo que Brigid seja conhecida como “a Maria do Gael”, pois como Maria ela transcende os dados biográficos humanos para atender ao ‘anseio pela forma-de-Deusa’ dos homens. A tradição, incidentalmente, diz que Santa Brígida foi trazida por um feiticeiro e que ela tinha o poder de multiplicar comida e bebida para alimentar os necessitados - incluindo a deliciosa habilidade de transformar a sua água de banho em cerveja.         A confecção das Cruzes de Santa Brígida de junco ou palha (e elas ainda são amplamente confeccionadas na Irlanda, tanto em casa como para as lojas de artesanato) ”é provavelmente derivada de uma antiga cerimônia pré-cristã relacionada à preparação das sementes para o cultivo na Primavera” (The Irish Times, de 1 de Fevereiro de 1977).              Na Escócia, na véspera do Dia de Santa Brígida, as mulheres da casa confeccionavam um fardo de aveia no molde de roupa de mulher e o depositavam num cesto chamado ‘cama de Brigid’, lado a lado com um bastão de forma fálica. Elas então chamariam três vezes: “Brid chegou, Brid é bemvinda!” e deixariam velas queimando próximas à ‘cama’ por toda a noite. Caso as impressões em relevo do bastão fossem encontradas nas cinzas do chão da lareira pela manhã, o ano seria frutífero e próspero. O antigo significado é claro: com o uso de símbolos apropriados, as mulheres da casa preparam um lugar para a Deusa e a recepcionam cordialmente, e convidam o Deus fertilizador para vir e a impregnar. Elas então se retirariam discretamente – e, quando a noite acabasse, retornariam para buscar por um sinal da visita do Deus (sua pegada próxima ao fogo da Deusa da Luz?). Se o sinal ali estiver, sua invocação terá sido bem sucedida, e o ano estará grávido da esperada doação. Na Irlanda, esta terra de poços mágicos (são listados mais de três mil poços santos irlandeses), há provavelmente mais poços de Brigid do que mesmo os de São Patrício - o que é dificilmente surpreendente, porque a senhora estava aqui primeiro há incontáveis séculos. Existe um tobar Bhríd (Poço de Brigid) quase uma milha de nossa primeira casa irlandesa, próximo a Ferns em County Wexford, num campo de fazenda na vizinhança; é uma fonte muito antiga, e sabe-se que a localidade foi sagrada para Brigid por bem uns mil anos, e sem dúvida por um tempo muito longo antes daquilo. O fazendeiro (lamentavelmente, por ele ser sensível à tradição) teve que tapar o poço com uma pedra porque ele se tornou um perigo para as crianças. Mas ele nos disse que sempre havia pedaços de tecido sendo vistos amarrados à arbustos próximos, postos ali secretamente por pessoas que invocavam a ajuda de Brid como eles assim tem feito por tempos imemoriais; e nós podemos, literalmente, ainda sentir o poder do lugar ao colocar nossas mãos sobre a pedra.

     Na antiga Roma, Fevereiro era tempo de purificação – Februarius mensis, ‘o mês da purificação ritual’. Em seu início vinha a Lupercalia, quando os Luperci, os sacerdotes de Pan corriam através das ruas nus exceto por faixas de pele de bode, portando também tiras de pele de bode em suas mãos. Com estas eles atacavam todo mundo que passava, e em particular mulheres casadas, as quais se acreditava seriam tornadas férteis deste modo. Esse ritual era popular como também aristocrático (está registrado que Marco Antônio teria desempenhado o papel de Lupercus) e sobreviveu por séculos dentro da era cristã. As mulheres desenvolveram o hábito de se despirem também, para permitir aos Luperci mais raio de ação. O Papa Gelasius I, que reinou entre 492-6 AD, baniu este ritual animadamente escandaloso e enfrentou tamanho tumulto que teve que pedir desculpas. Ele foi finalmente abolido no início do século seguinte.                                       Lupercalia à parte, a tradição da purificação de Fevereiro continuou forte. Doreen Valiente diz em the ABC of wichtcraft: “As sempre-verde (um tipo de planta) para decoração Yuletide eram compostas de Azevinho (tipo de planta), hera, mistletoe (tipo de planta), a bay (tipo de planta) de perfume adocicado e alecrim, e galhos verdes de árvores. Em Candlemas, tudo tinha que ser coletado e queimado, ou maus espíritos assombrariam a casa. Em outras palavras, naquela ocasião uma nova maré da vida tinha começado a fluir através do mundo da natureza,e as pessoas deviam se livrar do passado e olhar para o futuro. A purificação da primavera era originalmente um ritual da natureza”. Em algumas partes da Irlanda, nós achamos, existe uma tradição de deixar a árvore de Natal no lugar (despida de sua decoração, mas mantendo suas luzes) até Candlemas; caso ela mantivesse seus espinhos verdes, boa sorte e abundância são asseguradas pelo ano a seguir.              Uma outra estranha crença de Candlemas está propagada pelas Ilhas Britânicas, França, Alemanha e Espanha: que um bom tempo no Dia de Candlemas significa mais Inverno a chegar, porém mau tempo naquele dia significa que o Inverno acabou. Talvez este seja um tipo de reconhecimento de ‘madeira de toque’ do fato que Candlemas é o ponto de virada natural entre o Inverno e a Primavera, e assim ser impaciente sobre isto traz má sorte.   No Ritual de Candlemas do Livro das Sombras, a Suma Sacerdotisa invoca o Deus no Sumo Sacerdote, ao invés dele invocar a Deusa nela. Talvez isso também, como a tradição escocesa da ‘cama de Brigid’, seja realmente um convite sazonal para o Deus impregnar a Mãe Terra. Nós mantivemos este procedimento e retivemos a forma da invocação.                                                         O Livro das Sombras também menciona a Dança Volta (décimo-sexto século); mas gostaríamos de saber se o que é realmente significativo é a dança muito mais antiga das feiticeiras na qual o homem e a mulher entrelaçam os braços de costas um para o outro. Tivemos portanto utilizado esta dança mais antiga.                        Na tradição cristã, a Coroa de Luzes é muitas vezes portada por uma garota bem jovem, presumivelmente para simbolizar a extrema juventude do ano. Isso é perfeitamente válido, naturalmente; mas nós, com nosso encenamento da Deusa Tríplice preferimos designá-lo para a Mãe – porque é a Mãe Terra que é vivificada no Imbolg.   Neste dia, com a comemoração do Disting, os povos nórdicos "enterravam" a negatividade e as agruras do inverno, acendendo fogueiras nas encruzilhadas e purificavam a terra, salpicando sal e cinzas sobre ela.               A versão romana deste Sabbath (que originou a Treguenda relativa na Bruxaria Italiana) era a Lupercália e os alegres festejos para as Deusas Frebua, Diana e Vênus.                                                     Na maioria das Tradições da Wicca, nesta data, são feitas as Iniciações dos novos adeptos e as Confirmações das Sacerdotisas. Por ser Brigith uma Deusa da cura, padroeira das Fontes Sagradas, ela era invocada nos rituais de purificação e cura, sendo reverenciada nas Fontes a ela consagradas. Até hoje, em certos lugares da Grã-Bretanha e Irlanda, as pessoas amarram fitas ou pedaços de roupas nas árvores próximas às antigas Fontes Sagradas, atualmente dedicadas a Maria ou às santas católicas, orando para obter a cura de seus males.                            A atmosfera deste festival é marcada pelo despertar das sementes, dos novos planos e novos projetos, pela iniciação em um caminho espiritual ou em novas oportunidades, pela aceleração e renovação das energias, pela purificação e pelo renascimento material ou espiritual, pela busca de presságios e pela preparação para sua realização.      Imbolc é uma data propícia para despertar a criatividade e abrir-se para a inspiração por meio da poesia, canções, narrativas, desenho, cerâmica ou dança.

CALENDÁRIO PAGÃO: 31 DE JULHO


CALENDÁRIO PAGÃO: 31 DE JULHO



            Niman, cerimonia nativa norte-americana celebrando a colheita do milho e a despedida dos Kachinas. Começando ao nascer do sol e acabando ao anoitecer, as danças e as mimicas demonstram, de forma ritualística, a gratidão das pessoas pela ajuda dos Kachinas, os seres sobrenaturais que garantiam as chuvas e a abundancia nas colheitas.

            Oidhche Lugnasa, o festival do Pão Fresco, celebração celta da colheita dedicada à deusa Taiultu ou Tailtte e ao deus solar Lugh. Ela era uma antiga deusa irlandesa da Terra, mãe de Lugh. Ele, por sua vez, criou o festival de Lughnassadh para reverenciá-la. Antigamente, essas celebrações duravam quinze dias, sendo depois cristianizadas como a Festa da Colheita.
 LUGH

            Comemoração do deus nórdico Lóki e de sua consorte Sigyn. Na mitologia nórdica, Lóki representa o poder maligno, a força da erosão e as perdas inesperadas. É o padroeiro dos ladrões, dos embusteiros e dos  mentirosos. Sua filha Hel é a deusa do mundo subterrâneo e do reino dos mortos. Sigyn  ou Signy era uma deusa ancestral, guardiã das famílias e das tribos. Quando seu marido foi punido pelos deuses pela morte de Baldur, o lindo e inocente deus solar, Sugny diminuía o sofrimento de  Lóki coletando veneno da serpente suspensa sobre sua cabeça.



FONTE: O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE

segunda-feira, 30 de julho de 2012

CALENDÁRIO PAGÃO: 30 DE JULHO


CALENDÁRIO PAGÃO: 30 DE JULHO



No Canadá, festival nativo Micmac, versão cristianizada da antiga celebração do Pai Céu e da Mãe Terra nas figuras de Santa Ana e do deus nativo Glooska. Acredita-se que aqueles que casam neste dia serão abençoados com amor e prosperidade. Neste dia, em Tarascon, na França, celebrava-se o festival anual Tarasque, no qual comemora-se a captura de um dragão cuspindo fogo. A multidão segue a imagem do dragão pelas ruas, tocando-o para se livrar do azar e atrair sorte. Celebração nativa norte-americana homenageando Tamaayawut, a deusa da Terra e criadora da vida e seu irmão Tuukumit, o deus do céu. Juntos, eles criaram todos os seres e toda a vida do mundo. Inspire-se na tradição xamânica para saudar o Pai Céu e a Mãe Terra. Abrace uma árvore, fundindo-se com seu tronco e enraizando firmemente seus pés na terra. Eleve seus braços e sua cabeça para o céu, percebendo a captação das energias cósmicas por meio de seus dedos. Inspire profundamente, sentindo o “prana” vitalizar seus chacras. Abra seu coração e perceba toda a conexão existente na natureza. Saúde seus “irmãos de criação” dos outros reinos e aja como mediador(a) entre as energias do céu e as da terra.



FONTE: O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE

segunda-feira, 30 de abril de 2012


CALENDÁRIO PAGÃO –   30 DE ABRIL



Na Europa comemorava-se, nesta noite deste dia, o festival celta do fogo Sabbath Beltane, chamado de “A Noite de Walpurgis” na tradição saxã ou "O dia de Vappu”, na Finlândia.

Na tradição celta, os “Fogos de Beltane” reverenciavam a abundância da terra fertilizada pelos raios solares, comemorando-se com fogueiras, danças, músicas e com a encenação do “Casamento Sagrado” da Deusa da Terra com o Deus da Vegetação, representados por seus sacerdotes. Na Inglaterra e na Irlanda, mesmo nos dias atuais, esse festival ainda é festejado, na tradição Wicca, com fogueiras e danças ao redor de um mastro enfeitado com fitas (“May pole”), celebrando a união do Deus e da Deusa e a fertilização da Terra, porém para quem comemora a “Roda Sul” comemoramos o SABBATH DE SAHMAIN, a Festa Céltica dos Mortos (irei postar um material especifico sobre este tão importante Sabbath).

A Rainha de Maio é eleita, coroada com flores, permanecendo em seu trono durante as festividades. Nas danças tradicionais, fitas coloridas são trançadas ao redor do mastro. As meninas, vestidas com trajes folclóricos e usando guirlandas de flores, participam com muito empenho das danças, enquanto os rapazes, usando sinos nos tornozelos, encenam uma competição entre as forças triunfantes do verão e os males do inverno, as famosas “Morris Dances”.

A antiga tribo celta dos Averni homenageava Akurime, a deusa da vida, da beleza e do amor, ofertando-lhe objetos bonitos, atos de amor ou algumas gotas de seu próprio sangue. Akurime era considerada a progenitora de todas as formas de vida, sua beleza ofuscando a das estrelas.

Comemore esta data acendendo uma vela vermelha ou pulando sobre uma pequena fogueira para se purificar. Coloque uma guirlanda feita de flores vermelhas e alecrim atrás da porta ou no telhado de sua casa para atrair sorte. Use roupas de cor verde para simbolizar seu renascimento.

sábado, 7 de abril de 2012

Abril e o Calendário Pagão

Abril e o Calendário Pagão



Originalmente inspirando em Aphrodite, a deusa grega da vida e do amor, o nome deste mês foi posteriormente adaptado pelos romanos para Aprilis, "o tempo das flores e folhas em botão". A palavra "aperire" significava abrir, lembrando o atributo menos conhecido desta deusa: o de guardiã do portal da vida. Ela era representada nua, com as mãos apontando para seus órgãos genitais, a passagem que permite à alma "abrir a porta da vida".

Abril é o mês de abertura no hemisfério nórdico: abertura da terra, para receber as sementes; das sementes, que germinaram e dos botões, que se abrem em flor.

O nome anglo-saxão deste mês era Easter Monath, que até hoje é mantido na palavra Easter (Páscoa). Reverencia-se a deusa da primavera e da fertilidade Eostre, assemelhada a Afrodite. Na Irlanda, este mês era chamado de Aibreau e na tradição Asatru (nórdica), Ostara.

No calendário sagrado druídico, a letra Ogham correspondente é Huathe, a árvore sagrada é o espinheiro e o lema é "juntar forças para ir adiante".

A pedra sagrada deste mês é o diamante e as divindades regentes são as deusas Afrodite, Flora, Perséfone, Cibele, Kwan Yin, Ártemis, Bau, Anahit, Coaticlue, Mayahuel, Bast, Hathor, Ishtar e o Deus Verde da Vegetação.

Os povos nativos tinham vários nomes para este mês: Lua da Semente, Lua do Plantio, Lua das Árvores em Botão, Lua do Semeador, Lua da Lebre, Lua da Relva Verde, Lua das Árvores que Crescem, Lua Cor de Rosa, Mês do Crescimento.

Nrste mês, havia inúmeras celebrações e comerações nas tradições e culturas antigas.

Em Roma, a festa de Megalesia festejava Cibele, a deusa da tera, cujo cuto veio da Ásia Menor, onde era venerada como a Grande Mãe. O festival romano de Florália celebrava a deusa das flores e da alegria Flora, enquanto o festival Cereália comemorava o retorno da deusa Prosepina do mundo subterraneo e a alegria de sua mãe, Ceres, enchendo a terra de flores e folhas. As mulheres romanas homenageavam a deusa Fortuna Virilis para ter sorte no amor.

Em Canãa e na Fenícia, reverenciava-se a deusa lunar ornada de chifres Anahita ou Anat e Anait, enquanto nos países celtas celebravam-se as deusas solares Aine e Brighid.

Atualmente, o Festival Japonês das Flores festeja o nascimento de Buda mas, na tradição shintoísta, cultivavam-se os ancestrais, adornando suas lápides com flores.

Nos países nórdicos, 1º de Abril é dedicado ao deus trapaceiro Loki e é considerado o Dia da Mentira e dos Bobos.

No Egito, comemorava-se Bast, a deusa solar com cabeça de gato. No hemisfério sul, os incas tinham o festival Camay Inca Raymi.

A última noite deste mês é uma data muito importante na tradição Wicca: no Hemisfério Norte celebra-se Beltane e no Hemisério Sul celebra-se Samhain.

CORRESPONDÊNCIAS:

* ESPIRITOS DA NATUREZA: fadas das plantas

* ERVAS: manjericão, cebolinha, cálamo, gerânio, cardo

* CORES: vermelho. carmim, ouro

* FLORES: margarida

* ESSÊNCIAS:pinho, louro, avelã

* ANIMAIS: urso, lobo, falcão

* DEIDADES:Kali, Hathor, Ceres, Anahita, Ishtar, Vênus, Bast, Afrodite

sábado, 3 de março de 2012

Simbolismo da Borboleta

BORBOLETA



Em grego antigo, Borboleta diz-se PSYCHÉ, ou seja, ALMA. Por sair do casulo, ao nascer, a borboleta é símbolo da alma imortal. representa AUTO TRANSFORMAÇÃO, clareza mental, novas etapas e liberdade. Assim como a borboleta que é irreversivelmente atraída  pela luz, a alma também é pela verdade divina, por isso é símbolo da verdade.

Na tradição antiga, a borboleta simbolizava o princípio etéreo.

Suas metamorfoses lembram o estado do homem sob sua forma terrestre, na qual o vigor e a atividade da alma celeste se encontram entravados e confundidos com o ser material.

Elevando-se no ar, a borboleta é a imagem da alma celeste rompendo os elos da matéria para se confundir com o novo éter o qual emana.

A borboleta (hu-die) é na China, como na Grécia antiga, o símbolo da alma, da renovação e da imortalidade.

Os chineses vêem nela igualmente uma evocação do homem enamorado que vem beber do cálice das flores ( a mulher).

As imagens de uma borboleta e uma ameixeira representam uma longa vida e a beleza virgem, uma borboleta e um gato expressa o desejo de que a vida se prolongue por muitos anos.

No Ocidente a borboleta representa a leveza e o inconsciente.

Nos sonhos é um símbolo de renascimento ligado ao processo de transformação psíquica, de libertação e de cadeias do Ego.

A psicanálise moderna vê na borboleta um símbolo de renascimento.

No Japão a borboleta é um emblema da mulher, por ser graciosa e ligeira. A felicidade matrimonial é representada por duas borboletas (masculino e feminino). Essas imagens são muitas vezes utilizadas em casamentos. Também são vistas como espíritos viajantes que anunciam a morte de uma pessoa próxima quando aparecem. A metamorfose das borboletas é simbolizada como: a crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser; a borboleta que sai dele é um símbolo de ressurreição. Também pode ser vista como a saída do túmulo.

No mito do imortal jardineiro (Yuan-ko), sua bela esposa ensina o segredo dos bichos-da-seda, sendo ela própria, talvez, um bicho-da-seda.
No mundo sino-vietnamita a borboleta serve para exprimir um voto de longevidade ou é associada ao crisântemo pra simbolizar o outono.

Um conto irlandês chamado Corte de Etain simboliza a borboleta como a alma liberta de seu invólucro carnal, como na simbologia cristã. No conto o deus Miter se casa pela segunda vez com uma deusa chamada Etain, e por ciúmes, sua primeira esposa, transforma-a em uma poça de água. Após algum tempo, a poça dá vida a uma lagarta que se transforma em uma linda borboleta. Mider e Engus (filho de Dagda) recolhem a lagarta e a protegem. "E essa lagarta se torna em seguida uma borboleta púrpura.(...) era a mais bela que já ouve no mundo.

O som de sua voz e o bater de suas asas eram mais doces que as gaitas de foles, as harpas e os cornos. Seus olhos brilhavam como pedras preciosas na obscuridade. Seu odor e seu perfume faziam passar a fome e a sede a quem quer que estivesse cerca dela. As gotículas que ela lançava de suas asas curavam todo o mal, toda doença e toda peste na casa daquele de quem ela se aproximava. O simbolismo é o da borboleta, o da alma liberta de seu invólucro carnal, como na simbologia cristã, e transformada em benfeitora e bem-aventurada."
Os astecas consideram a borboleta como um símbolo da alma, ou o sopro vital que escapa da boca de quem está morrendo.

Os balubas no Zaire central também simbolizam a borboleta como a alma. Eles dizem que o homem segue o ciclo da borboleta desde sua nascença até sua morte. O homem na infância é comparado a uma pequena lagarta e na maturidade, uma grande lagarta. Conforme vai envelhecendo, ele vai se transformando em uma crisálida. O seu túmulo seria associado ao casulo, de onde a alma sairá sob a forma de uma borboleta.

Os iranianos acreditam que os defuntos podem aparecer sobre a forma de uma mariposa.
Para os mexicanos, os guerreiros mortos acompanham o Sol na primeira metade do seu curto visível, até o meio-dia. Depois os guerreiros descem à terra sob a forma de borboletas ou colibris. Essa associação se deve ao fato da analogia da borboleta com a chama. O deus do fogo asteca (HUEHUETEOTL) levava como emblema um peitoral chamado borboleta de obsidiana. Também é o símbolo do sol negro, pois atravessa o mundo subterrâneo durante seu curso. É o fogo oculto, ligado à noção de sacrifício, morte e ressurreição.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ELEMENTOS MÁGICOS


“ELEMENTOS” MÁGICOS

Os “elementos" dentro do simbolismo mágico são os componentes básicos de tudo o que existe. Esses quatro elementos - Terra, Ar, Fogo e Água - são ao mesmo tempo visíveis e invisíveis, físicos e espirituais.
A partir desses elementos todas as coisas foram formadas, de acordo com o pensamento mágico. Nosso conhecimento científico atual, que sustenta haver muitos outros “blocos de construção", não contraria este princípio; é apenas uma versão mais elaborada.
Não é nada sábio encarar os quatro elementos em termos puramente físicos. Terra, por exemplo, refere-se não apenas ao planeta no qual vivemos, mas também ao fenômeno terreno, da base e da estabilidade. Similarmente o Fogo é muito mais do que a labareda.
Tais elementos possuem muitos atributos, os quais são necessárias algumas palavras sobre cada um deles e sobre o porquê de serem importante na pratica da magia.
Uma vez que praticamos a magia da Natureza, utilizando poderes, instrumentos e símbolos naturais, é importante compreender tais poderes Um dos meios de fazê-lo é por intermédio do estudo dos elementos.
O sistema elemental foi elaborado e aprimorado na Renascença, mas suas raízes se estendem muito mais para trás na história. Pode ser visto apenas como um conveniente sistema de organização para os diversos tipos de magia. Pode também ser encarado como o real sistema de poderes que podem ser acessados para auxiliar em encantamentos e rituais. Cabe a nós definir o modo que desejamos ver.
A seguir falaremos do simbolismo e dos tipos de magia relacionados aos elementos.
Sua compreensão ajudará muito nos trabalhos de magia.
Apesar de os elementos serem descritos como "masculinos"
e "femininos", isso não deve ser encarado de maneira preconceituosa. Assim como todos os sistemas da magia, isso e simbólico - descreve os atributos básicos dos elementos em termos facilmente compreendidos.
Não significa que seja mais masculino praticar magia de Fogo, ou que a magia de Água seja mais apropriada para mulheres. É apenas um sistema de símbolos.

TERRA

Este é o elemento com o qual estamos mais à vontade, pois é nossa morada. Terra não representa necessariamente a Terra física, mas sua porção, estável, sólida, segura.
A Terra é o alicerce dos elementos, a base. É nesse plano que a maio ria de nos passa boa parte de nossas vidas. Quando caminhamos, sentamos, nos erguemos, rastejamos, comemos, dormimos, trabalhamos, cuidamos de nossas plantas, conferimos nossos orçamentos ou ingerimos sal, estamos trabalhando dentro do elemento Terra.
A Terra é o domínio da abundância, prosperidade e riqueza. É o mais físico dos elementos e isso não e negativo, pois é sobre a Terra que os três outros elementos se apoiam. Sem a Terra, a vida como conhecemos não existiria.
Nas práticas de magia, a Terra "rege" todos os encantamentos e rituais que envolvam negócios, dinheiro, emprego, prosperidade em todas as suas formas, estabilidade, fertilidade e assim por diante.
Um ritual desse elemento pode ser simplesmente enterrar um objeto representando sua necessidade em uma área de solo virgem, caminhar pelo natureza visualizando sua necessidade, ou desenhar imagens no chão.
A Terra é um elemento feminino. Ela sustenta, é úmida, fértil, o que a faz feminina. Esses atributos fizeram com que incontáveis civilizações vissem a Terra como a grande Deusa-Mãe, a sempre fértil Criadora da Natureza.
A Terra rege o ponto cardeal Norte, pois esse é o local da maior das escuridões e do inverno. Sua cor é o verde dos campos e das plantas.
Rege as pedras, imagens, árvores e magia com nós.

AR

O Ar é o elemento do intelecto; é o domínio do pensamento, que constitui o primeiro passo para a criação.
Em termos de magia, o ar é a visualização clara, límpida e pura, a qual é um poderoso instrumento de mudança. É também movimento, p ímpeto que envia a visualização ao encontro da manifestação.
Rege os encantamentos e rituais envolvendo viagens, instrução, liberdade, obtenção de conhecimento, descoberta itens perdidos, revelação de mentiras e coisas do gênero.
Pode também ser utilizado no desenvolvimento das faculadade psíquicas.
Encantamentos envolvendo o ar normalmente incluem o ato de posicionar um objeto no ar ou atirar algo do alto de uma montanha ou lugar alto, de modo que o objeto conecte-se fisicamente de fato com o elemento.
O Ar é um elemento masculino, sendo seco, expansivo e ativo. É o elemento que domina os locais de aprendizado, e que atua enquanto teorizamos, pensamos e ponderamos.
O Ar rege o leste porque essa é a direção da grande luz, a luz da sabedoria e da consciência. Sua cor é o amarelo, o amarelo do sol e do céu da aurora, e sua estação é a primavera.
O Ar rege a magia dos quatro ventos, a maioria das adivinhações, a magia de concentração e visualização.

FOGO

O Fogo é o elemento da mudança, desejo e paixão. De certa forma, contem dentro dele todas as formas de magia, pois a magia é um processo de mudança.
A magia de Fogo pode ser assustadora. Os resultados se manifestam rápida e especularmente. Não é um elemento para os de pulso fraco. Entretanto, é o mais básico e, por isso, muito utilizado.
Este é o domínio da sexualidade e da paixão. Não é apenas o "fogo sagrado" do sexo, mas também a centelha de divindade que brilha dentro de nós e de todos os seres vivos. É ao mesmo tempo o mais físico e o mais espiritual dos elementos.
Seus rituais de magia envolvem energia, autoridade, sexo, cura destruição (de hábitos negativos e males), purificação, evolução, e assim por diante.
Um ritual de Fogo geralmente envolve defumação, a queima de ervas, objetos ou papéis, ou a utilização de velas ou pequenos fogareiros.
Sua magia é normalmente praticada próxima à lareiras, ou ao lado de fogueiras acesas em clareiras ou junto à chama de uma vela.
O Fogo é masculino. Rege o sul, o local do grande calor de cor vermelha e da estação do verão.
Toda a magia de velas é regida pelos poderes do fogo.

ÁGUA

A Água é o elemento da purificação, do subconsciente, do amor e das emoções.
Assim como a água é fluída, em constante mutação, fluindo de um nível para outro, também nossas emoções fluem.
A Água é o elemento da absorção e da germinação. O subconsciente é simbolizado por este elemento por estar sempre em movimento, como o mar que não descansa de dia ou de noite .
A magia de Água envolve o prazer, amizade, casamento, fertilidade, felicidade, cura, sono, sonhos, atos psíquicos, purificação e assim por diante.
Um ritual de Água normalmente termina com um objeto sendo atirado ou mergulhado num compartimento com água.
Este é um elemento feminino, e sua cor é o azul das águas profundas. Rege o oeste e os meses outonais do ano, quando as chuvas banham a terra.
A magia da Água é elaborada por meio de espelhos, do mar, da neblina e da chuva.

Abençoados sejam
Yohana
Fonte: Magia Natural -  Scott Cunningham
                                         Grimoire