sábado, 29 de outubro de 2011

DISRIBLOT

Disirblot
O Disirblot, um festival nórdico a Disir e à deusa Freya, era celebrado especialmente na Suécia, durante mês de outubro. A deusa, sob o nome de Freya Vanadis, era celebrada com cerveja, porco, maçãs e cevada. Os festivais ou rituais nórdicos eram chamados blots; normalmente, toda a comunidade participava. O Disirblot era uma celebração anual das deusas e ancestrais femininas.
Freya era chamada de a Grande Dis, o que a colocava como a líder das Disir, ou deusas e ancestrais femininas. As Disir eram tradicionalmente descritas como nove mulheres vestidas de preto ou branco, e portando espadas. Nove é um numero lunar e é considerado pelos nórdicos como um dos mais misteriosos e sagrados números. As Disir traziam sorte mas eram também implacáveis quanto ao cumprimento da justiça. As Disir,  chamadas de Idises na Alemanha, estavam intimamente associadas as Valquírias e as Nornes. Estavam envolvidas com adivinhação e especialmente com o cumprimento da lei cármica.
Algumas referências dizem que as Disir eram humanas, enquanto outras fontes as relacionam como uma espécie de ser sobrenatural. É muito provável que o termo  definisse tanto deusas como sacerdotisas humanas. As Disir protegiam e orientavam os clãs, definiam o destino (ou wyrd) e eram intermediárias dos deuses e das pessoas. Elas auxiliavam as volvas (sacerdotisas) na adivinhação e na arte mágica de seidr. As Disir possuíam o poder de conjurar ou dispensar, utilizando o poder das runas. Os pagãos patriarcais, e posteriormente os cristãos, desaprovaram as Disir e seus seguidores. Ambos os grupos perseguiram e assassinaram as sacerdotisas.
Seidr quer dizer "encantamento". Transes, para contatar seres do outro mundo e os mortos, eram parte principal de um seidr. A volva sabia como contatar os alfar ou elfos, para ajudar ou atrapalhar. Transes eram utilizados para viagens astrais para obtenção de informações. Enquanto a volva entrava em transe, outras sacerdotisas entoavam canções esespeciais, chamadas galdr. Era na verdade o uso de cantos e a repetição de poesia que criavam um estado alterado de consciência, necessário para entrar em transe.
Todos os talentos listados nos registros são semelhantes aos utilizados pelos praticantes do xamanismo. Mesmo com a condenação pelo patriarcado do usa de seidr', a lenda diz que o deus Odin o praticou após ser instruído por  Freya.

Pedir auxílio a Freya e as Disir pode ser eficaz quando sentir a necessidade de mais poder pessoal, quando não se sinta confiante.  Use esse ritual para se reenergizar. Surte melhor efeito se efetuado na Lua Cheia.     
Você necessitará de um cajado, de uma espada ou punhal, de uma máscara (somente quem já a conquistou) e de uma túnica com capuz (capa). Caso não possua a capa e a máscara, faça sem.
Acenda incenso de jasmim ou lótus,  1 vela vermelha (representando você) e 1 vela laranja (representando Freya).
Coloque para tocar música instrumental que lhe transmita uma sensação de poder, de êxtase.
Coloque a mascara e vista a capa. Apanhe o cajado com uma das mãos, e a espada ou punhal com a outra. De pé no centro do círculo, bata firmemente o cajado no chão por nove vezes Chame:
Freya! Lider das Disir!
Venha em meu auxflio!
Meu poder pessoal esta diminuindo,
E desejo fortalecê-lo nova mente!
Erga sua espada e diga:
Ninguém tem o direito de me diminuir!
Ninguém tem o direito de usurpar meu poder!
Sou seu(sua) filho (a), Freya!
Atenda a meu apelo!
Volte-se para o leste e erga sua espada ou punhal anunciando:
Guardiões, vocês do leste.
Eu peço orientação do reino do ar
Abençoa-me com inspiração e visão interior!
Vire-se para o sul e erga a espada ou punhal:
Atentos, vocês do sul.
Eu peço orientação do reino do fogo
Abençoa-me com energia e poder!
De frente para o oeste, erga a espada ou punhal:
Atentos, vocês do oeste.
Eu peço orientação do reino das águas
Abençoa-me com sabedoria e controle!
Finalmente, volte-se para o norte e erga sua espada ou punhal:
Atentos, vocês do norte.
Eu peço orientação do reino da terra
Abençoa-me com destreza e habilidade!
Bata no chão nove vezes com o cajado. Diga nove vezes:
Freya me protege! Meus inimigos fracassam!
Permaneça de pé e em silêncio enquanto visualiza sua aura se enchendo de brilhante luz branca. Veja essa luz se espalhando ate preencher todo o ambiente. Sinta essa luz penetrando em seu corpo e em sua mente, fortalecendo-os.
        Sinta a energia de Freya e recite:
Grande Freya, líder da Valquírias, venha em meu auxílio e faça-me forte novamente!
Fique um tempo sentindo a energia e encerre o ritual.

Calendário Pagão: 29 de Outubro

29 DE OUTUBRO

                Celebração do deus Baal e da deusa Beltis ou Baalath, na Fenícia, com fogueiras e ritos sexuais. Baal era o deusa da fertilidade, do céu, do Sol, das nuvens e da atmosfera, enquanto Baalath era a deusa da Terra, da natureza e dos nascimentos. Baalath se apresentava de varias formas, fosse usando um disco com chifres lunares, fosse usando uma tiara com serpentes. Um de seus aspectos – Baalath Ashtart – teria vindo do céu, na forma de uma estrela de fogo, caindo no lago Aphaca, onde foi  construído seu templo em torno dessa “Pedra do Céu”.
                Dias das Almas, festa dos mortos na tradição dos índios Iroquois, reverenciando os ancestrais. A deusa criadora e destruidora da vida na mitologia Iroquois é Aataentsic, “A mulher que caiu do Céu”, considerada a primeira mulher da civilização. Ela regia o céu, a Terra e a magia. Ela curava, mas também provocava as doenças fatais sendo, por isso, encarregada da guarda das almas à espera do renascimento. Sua equivalente, na mitologa Zuni, era Awitelin  Tsita.
                Comemoração de Aditi, a deusa hindu que representava a Mãe Espaço, o próprio  cosmo e a criação continua. Ela gerou várias divindades que também tinham seu nome  - as Adityas -, que correspondiam aos meses e aos planetas.
                Segundo dia de Isia, com a preparação das réplicas do corpo morto Osíris com areia e pasta de grãos (cevada). Essas efigies podiam ser molhadas com a água do Nilo, para que as sementes brotassem ou secas ao Sol, embalsamadas e enterradas, para serem desenterradas  e celebradas no final do festival.
                Dia de Morrigan, patrona das Sacerdotisas e Bruxas na tradição celta, Morrigan rege nossas batalhas internas, quando uma parte de nós deve morrer para que outra viva. Neste dia, acenda uma vela escura e um incenso de absinto, pedindo por renovação. Quando essa vela acabar, acenda outra de cor laranja, pois representa uma nova fase, uma fase muito melhor que está começando para você.
FONTE:                   O Anuário da Grande Mãe
                                               O Livro Mágico da Lua

domingo, 23 de outubro de 2011

CALENDÁRIO PAGÃO: 23 DE OUTUBRO

23 DE OUTUBRO

Entrada do Sol no signo de Escorpião. Este é um dia dedicado às Deusas do Fogo. Invoque uma deusa do fogo de acordo com sua afinidade ou necessidade. Entre as deusas do fogo vulcânico há a romana Aetna, a japonesa Fuji, a havaiana Pele, Chuginadak, a padroeira das cento e cinquenta ilhas e montanhas vulcânicas – as Aleutas ou Loo-Wit, a anciã da ilha de Santa Helena. Dentre as deusas do fogo criador ou destruidor, há a celta Brighid, a grega Héstia, a hindu Durga, a romana Ferônia, a papuesa Goga, a japonesa Izanami e a siberiana Poza Mama.
                Nos países eslavos, celebram-se as Polengabia, deusas protetoras dos lares e guardiãs do fogo sagrado, equivalente da deusa grega Héstia e Matergabia, “A Mulher do Fogo”, a quem era oferecido o primeiro pedaço do pão recém assado.
                Aproveite este dia e medite sobre a melhor forma de despertar, direcionar ou usar seu fogo interior. Acenda uma vela vermelha ou pule uma fogueira. Avive a sua chama e crie sua própria dança sagrado do fogo.

Fonte:  O Anuário da Grande Mãe
           O Livro Mágico da Lua
           Oráculo da Deusa

 
Brighid

Brighid

Durga

Héstia

Péle

sábado, 15 de outubro de 2011

Caldeirão da Bruxa: Travesseiro de Ervas

TRAVESSEIRO DE ERVAS

Para se fazer um bom travesseiro é preciso, além de ervas de boa qualidade e procedência, uma postura amorosa e tranquila no ato de prepara-lo, afinal devemos concentrar toda a nossa atenção naquilo que estamos fazendo. Não adianta usar boas plantas e ter maus pensamentos enquanto as manipulamos.
       Não podemos esquecer nunca que cabe a nós a responsabilidade de melhorar ou piorar a nossa vida, por isso é muito importante estarmos sempre atentos as nossas atitudes e com a energia que estamos colocando em nossa volta.
       Prepare seu travesseiro de ervas atentos à esta pequena lição de magia em mente: “O feitiço apenas direciona a sua energia,  o resto depende de você!”.

Como fazer: corte um tecido de algodão medindo cerca de 40x25 cm, ou uma fronha comprada pronta, bastando apenas costurar a beirada.
       Será necessário também espuma para recheio, ou se preferir, pode usar um travesseiro pronto, abrindo um dos lado e colocando ervas secas. O equivalente a uma xícara de chá das ervas escolhidas já é o suficiente.
       Coloque esta mistura espalhada pelo travesseiro, tentando não deixar gomos. Costure o travesseiro. Pingue algumas gotas do óleo essencial escolhido e bons sonhos!!!
DICA: de tempos em tempos você pode pingar novamente o óleo essencial.

·       Travesseiro para sonhar com os Anjos: rosas brancas, jasmim e camomila; algumas gotas de óleo essencial de alfazema.
·       Travesseiro para limpar os pensamentos: rosas brancas (se for mulher), cravos brancos (se for homem), manjericão, arruda e alecrim; algumas gotas de óleo essencial de alecrim.
·       Travesseiro para acalmar o coração: rosas brancas, flor de laranjeira e manjericão; algumas gotas de óleo essencial de alfazema para acalmar o coração.
·       Travesseiro para ajudar em sonhos proféticos: artemisia, anis, louro; gotas de óleo essencial de sândalo.

domingo, 2 de outubro de 2011

MÊS DE OUTUBRO

OUTUBRO


 
                Mesmo após o acréscimo de novos meses, em varias mudanças de calendário, Octum -  o oitavo mês do calendário romano antigo continuou assim sendo chamado.
         Na antiga tradição europeia, este mês chamava-se Lua de Sangue devido aos preparativos para o inverno, quando se caçava ou matava os animais que não serviam mais para a reprodução, defumando-se a carne. Na Irlanda, mês chamava-se Deireadh Fonhair, sendo o nome anglo saxão Winterfelleth e o nórdico Windurmonath.
         Os povos nativos o denominaram de Lua de Sangue, Lua dos Mortos, Lua da Caça, Lua das Folhas que Caem, Lua da Vindima, Lua da Mudança de Estação e Mês do Tempo Mutável.
         No calendário druídico, a letraOgham correspondente é Negetal e a planta sagrada é o junco. O lema do mês é “prepare-se, pois surpresas ou contratempos estão lhe aguardando”.
         Os celtas celebravam neste mês Cernunnos, o Deus Cornífero, o caçador, consorte da Deusa e representação do poder fertilizador masculino.
         Na Grécia, o mês começava com o Festival da Thesmophoria, reservado apenas às mulheres. Durante três dias, reencenava-se  o retorno da Deusa Perséfone a seu reino no Mundo Subterrâneo. Invocavam-se também as Deusas Deméter e Ártemis para punir todos aqueles que tinham ofendido ou agredido mulheres. As sacerdotisas liam as listas com seus nomes e acreditava-se que os culpados, assim amaldiçoados, morreriam até o final do ano. Durante os rituais de Thesmophoria, eram feitas oferendas de leitões nos altares montados nas frestas da terra, sendo os restos das oferendas do ano anterior misturados à terra recém arada, invocando, assim, o poder fertilizador de Deméter. Nos países nórdicos, o Festival Disirblotn celebrava a deusa Freyja.
         Na Índia, celebrava-se a deusa Durga, com o festival de quatro dias Durga Puja e a deusa Lakshmi, com o Festival de Luzes Diwalii. Lanternas e lamparinas são acesas por toda a parte e as famílias se reúnem em honra aos pais. Todos resolvem seus conflitos, invocando as bênçãos das deusas com cânticos e orações.
         No Tibet, comemora-se o fim da estação chuvosa, enquanto que no Havaí, inicia-se um longo festival chamado MAkahiki, honrando o deus Lono com competições de dança sagrada (hula), surfe e muitas festas.
         No ultimo dia do mês, os celtas celebravam o Sabbath de Samhain, o terceiro e o ultimo festival da colheita, reverenciando a Deusa em sua face escura, os ancestrais e comemorando o inicio do Ano Novo. Considerado um festival dos mortos, precursor das atuais homenagens prestadas a eles, Samhain era celebrado com fogueiras, oferendas às divindades e aos ancestrais, além de práticas oraculares.
        
CORRESPONDÊNCIAS:


·         ESPÍRITOS DA NATUREZA: fadas das nevascas e das plantas
·         ERVAS: poejo, tomilho, gatária, uva ursi, angélica, bardana
·         CORES: azul esverdeado escuro
·         FLORES: calêndula, cravo de defunto, cosmos
·         ESSÊNCIAS: morango, flor de macieira, cereja
·         PEDRAS: opala, turmalina ,berilo, turquesa
·         ÁRVORES: cipestre, acácia, teixo
·         ANIMAIS: alce, chacal, elefante, bode, escorpião, corvo, garça
·         DEIDADES: Ishtar, Ástarte, Deméter, Kore, Lakshmi, Deus Cornudo, Belili, Hathor
·         FLUXO DE PODER: deixar acontecer, purificação interior. Justiça e equilíbrio. Harmonia interior.

FONTE:      O Livro Mágico da Lua
                   O Anuário da Grande Mãe

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

26 DE SETEMBRO


Celebração da morte de Tammuz, o consorte da deusa Ishtar, deus da vegetação da Babilonia transformado pelos gregos no belo Adonis. Segundo as lendas, Tammuz morria anualmente para ressuscitar na Primavera seguinte, simbolizando, assim, o ciclo das estações da natureza. Tammuz, assim como Dumuzi, o consorte da deusa Inanna, era um deus sacrificial, chamado de “O Ungido”, titulo correspondente ao grego “Christos”.
Na Irlanda homenageava-se, neste dia Aibell, “A encantadora”, a regente dos Sidhe, as colinas encntadas, morada das fadas. Lendas posteriores transformaram-na em um espirito guardião das pedras de Killaloe, onde os viajantes que ouviam sua harpa magica encontravam a morte. Os irlandeses acreditavam que fadas, principalmente as verdes, gostavam de ouvir e ensinar a tocar harpas, protegendo, por isso, os bardos e os cantores.
Comemoração de Cosme e Damião, no Brasil, os “Ibeji” da Ubanda popular, com a distribuição de doces e roupas para crianças pobres.
Aproveite a data para visitar um orfanato ou hospital infantil e ajudar alguma criança carente.
Theseia, o festival grego em homenagem ao herói Theseu.
Antigamente, na Palestina, sacrificava-se, neste dia, um bode para apaziguar Azazel, o anjo caído, que representava o mal para os Hebreus e era associado ao planeta Marte.
Nas tribos siberianas, venerava-se Umaj, a deusa protetora dos recém nascidos, a quem eram oferecidas as placentas.

Fonte: Anuário da Grande Mãe

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CALENDÁRIO PAGÃO: 20 DE SETEMBRO

20 DE SETEMBRO

        Sexto dia dos Mistérios Eleusínios, com a preparação dos peregrinos para a iniciação, assimilando o significado do mito e o simbolismo de “synthema”, a senha recebida dos sacerdotes. Por ter sido extremamente bem guardado, o conhecimento verdadeiro dos segredos dos Mistérios desapareceu com a morte do ultimo iniciado. Para a posteridade, sobrou apenas o conhecimento exotérico e as deduções dos historiadores e antropólogos, baseados nas inscrições e gravuras. A mais famosa inscrição resume, de forma enigmática, o que os iniciados faziam: “Eu jejuei, eu bebi o kykeon, eu peguei algo no cesto, eu coloquei algo de volta no cesto e depois passei do cesto para o meu peito”. As explicações são repletas de diversas especulações e interpretações. A mais óbvia sugere que o “kykeon” era a bebida de cevada fermentada com ervas, o “retirar do cesto” referia-se aos objetos sagrados (uma esfera, um cone e um espelho), o “colocar de volta no cesto” designava as oferendas e a menção ao peito assinalava a complementação de um ciclo: tirar, devolver e se preparar para o novo, com orações e encantamentos.
        Celebração da antiga deusa pré-helênica Perse ou Perseis. Chamada de “Portadora da Luz” ou ”A Destruidora” ela era uma deusa lunar, esposa do sol e filha do oceano, mãe das deusas Pasiphae e Circe. Provavelmente Perse originou o mito e o culto de Perséfone.
        Na América do Sul, festeja-se o nascimento do deus solar tolteca Quetzalcoatl, a “serpente emplumada” dos astecas, o deus da vida, da fertilidade, da sabedoria. Considerado um Deus Criador, ele era relacionado ao planeta Vênus.  Quetzalcoatl regia o vento, a respiração, a arte, a civilização e era o eterno rival de Tezcatlipoca, o deus da morte, cujo rosto era uma obsidiana negra.

Fonte:     Anuário da Grande Mãe