quarta-feira, 10 de junho de 2015

10 DE JUNHO E O CALENDÁRIO PAGÃO

Na Pérsia, dia de Anahita, a deusa do amor, uma das deusas governantes do Império. Ela personificava o poder fertilizador da Lua, da água e da chuva – a água que vinha das estrelas – e era a regente do planeta Vênus. Por isso, era considerada a padroeira da reprodução, aquela que purificava o sêmen do homem e abençoava o ventre e os seios da mulher. Ela aparecia ora como mãe (nutridora), ora como guerreira (defensora) de seu povo. Suas estátuas representavam-na como uma linda mulher, vestida com um manto dourado ornado com peles de lontra e enfeitada com diademas e colares de ouro. Sua carruagem dourada era puxada por quatro cavalos brancos, que representavam o vento, as nuvens, a chuva e o granizo. As oferendas a Anahita incluíam galhos verdes, novilhas brancas, leite e rituais sexuais.

Aproveite esta data e mentalize o cálice sagrado dessa deusa derramando sobre você uma chuva luminosa, nas cores do arco-íris. Abra seus canais sutis e atraia aquela cor que lhe é mais necessária neste momento de sua vida. Recolha a água da chuva e use-a para limpar os objetos de seu altar e seus cristais ou para purificar seus centros energéticos (os “chacras”) Conecte-se às qualidades de Anahita relacionadas a seu momento atual. Cuide-se, lute por seus objetivos ou, simplesmente, abra-se para o amor entrar na sua vida.

Fonte: O Anuário da Grande Mãe

quinta-feira, 16 de abril de 2015

16 DE ABRIL E O CALENDÁRIO PAGÃO

     Celebração asteca de Coatlicue, a deusa da vida e da morte, representada adornada com serpentes, penas e colares de caveiras. Segundo a lenda, Coatlicue , embora fosse virgem, deu à luz o deus Quetzalcoatl, ficando grávida pelo toque das penas brancas que enfeitavam seus seios. Considerada a criadora primordial, preexistente a qualquer outra criação, ela governava também a morte, definindo o prazo da vida de todas as criaturas.

      Festival da deusa egípcia Bast, a deusa solar com cabeça de gato que representava o poder fertilizador do Sol, enquanto que sua irmã Sekhmet, com cara de leão, simbolizava o calor destruidor do Sol.


      Festival anual Hiketeria, dedicado a Apolo, o deus grego do Sol.
     Antiga data no calendário caldeu honrando Levanah, a deusa da lua minguante, controladora das marés. Posteriormente, Levanah foi renomeada pelos gregos como Selene e pelos romanos como Luna.
       Neste dia, ocorreu uma das aparições de Maria à menina Bernadette, em Lourdes, na França. O local da aparição era um antigo lugar sagrado da deusa Perséfone.

Fonte: O Anuário da Grande Mãe

quinta-feira, 26 de março de 2015

26 DE MARÇO E O CALENDÁRIO PAGÃO



Dia do Arado nos países nórdicos.
Celebração de Mati Syra Zemlja, a Mãe Terra dos países eslavos. Até este dia era proibido arar a terra, cavar buracos ou bater estacas, para não machucar o ventre grávido da Mãe Terra. Honrava-se a Grande Mãe como fonte de vida, de força, de poder e abundância, fazendo-se juramentos e promessas em seu nome. Nos casamentos colocava-se terra sobre a cabeça dos noivos que, em seguida, engoliam um pouco dela e faziam suas promessas. Para saber como seria a colheita, cava-se um buraco e procurava-se ouvir o som da terra: o som cheio anunciava fartura; o som oco, perdas. Era considerado um sacrilégio cuspir na terra, se alguém assim o fizesse, deveria pedir perdão imediatamente. Na Rússia, suas celebrações perduraram até meados do século XX.
Dia da Solidão na tradição Wicca e neopagã. Recomenda-se passar o dia ou parte dele, em isolamento, recolhimento e meditação, procurando o contato com o Eu Superior. Caminhe na mata ou à beira mar, ouça a Natureza e sinta o contato com a Mãe Terra, percebendo sua pulsação sincronizada à batida de seu próprio coração.

sexta-feira, 20 de março de 2015




Mabon – Equinócio de Outono (20/03) =>( Pronúncia do nome Mabon: "mêi-bon").

 

O Sabbath do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbath de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.                                                        

Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimônias de iniciação pela Alta Sacerdotiza e pelos Sacerdotes dos Covens. Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.                                                                                           

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbath do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).                                   

Esses dias são pontos de equilíbrio, onde dia e noite se igualam. No entanto, enquanto o equinócio de primavera é um período de equilíbrio para preparar-se para a ação, o equinócio de outono é um período de equilíbrio para preparar-se para o repouso, que vem no inverno.                                                           

Lughnasadh (Lammas) marca a coleta efetiva da safra de cereais, mas em seu aspecto sacrificial. O equinócio de outono marca a conclusão da colheita e a ação de graças pela abundância, com ênfase em um futuro retorno desta. É um período de recolhimento e agradecimentos por tudo o que tivemos. Montamos uma mesa farta, repleta de alimentos e compartilhamos com todas as pessoas que amamos.

É época de agradecer também aos nossos ancestrais pelo sangue que corre em nossas veias, pelas características genéticas que deles herdamos e pelas dádivas que eles nos deixaram e nos transformaram naquilo que somos hoje. Reflita sobre as alegrias de sua vida, a liberdade e a maravilha da humanidade como um todo e abençoe todos ao seu redor que colaboram para a sua vida ser da maneira como é hoje.     

O que é essencial, em cada sabbath, é você saber observar a Natureza, ver suas mudanças, entender seus ciclos e o momento que está vivendo. Por mais que você celebre "segundo a roda do Hemisfério Sul", não se esqueça do que está sendo celebrado no resto do mundo. Somos todos irmãos da Arte.

 

Atividades tradicionais

 

- Elaborar uma cornucópia para prosperidade

- Fazer bonecas mágicas de maçã

- Andar pelos campos

- Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como agradecimento

- Fazer vassouras mágicas

- Fazer amuletos

- Confeccionar uma Rainha da Colheita

- Fazer uma oferenda aos deuses com frutas e folhas

- Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo, bolotas de carvalho e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte

- Colocar espigas de milho na sua porta de entrada

 

Rainha da Colheita

 

A Rainha da Colheita, ou Kern Baby, era feita do último feixe da colheita e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!”

Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita” e era cortada pela garota mais jovem da aldeia.

Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon.

Para isso você vai precisar de:

• Ramos de trigo;

• Fitas multicoloridas;

• Um pedaço de pano branco;

• Um bastão;

• Barbante;

Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco. Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas, amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz. Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem.

Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe. Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera, o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos seis meses vindouros.

Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade.

Então, na sua cerimônia de Mabon, coloque-a sobre o seu Altar, pedindo que ela se torne um símbolo de abundância e fartura.

Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa.

A cornucópia, ou chifre tradicional da abundância, é um símbolo da generosidade, boa colheita e tem implicações mágicas bem-definidas. O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do sagrado masculino. O interior do chifre simboliza o útero, especialmente quando está cheio de generosidade da terra fértil, representando o sagrado feminino.

O equinócio de outono acabou se tornando o "Dia de Ação de Graças", com basicamente as mesmas funções. Assim, é muito apropriado usarmos a cornucópia como símbolo em nossos altares e lares.                                           

Você pode fazer ou comprar uma cornucópia. Encha o chifre com frutas, grãos e moedas, de forma que eles sejam derramados sobre o altar. Some outros artigos mágicos, como folhas de carvalho ou bolotas, avelãs ou cartas de tarô, todos relacionados ao período deste equinócio.

 

Algumas práticas de Mabon

·        Os druidas honravam o salgueiro, e nesse sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte, era utilizada, em forma de corte para seus bastões da sabedoria.

Considerando que esse é um dos dias de equilíbrio do ano (juntamente com Ostara), é tradicional limpar a casa para banir toda a desordem ao seu redor.

·        As portas são abençoadas para protegerem aqueles que vivem dentro dela.

·        Muitas festas que celebram a colheita ocorrem em países rurais, o Dia de Ação de graças é uma característica dessa data.

·        Fazer cornucópias para a prosperidade, bonecas mágicas de maçã, grinaldas para oferecer a generosidade da Deusa, amuletos e vassouras mágicas são algumas práticas relacionadas a esse período.

·        A mais comum era fazer a Rainha da Colheita (kern baby), chamada na Escócia de a “Virgem do Último feixe da colheita”, que era feita com o último feixe da colheita, colhida pela garota mais jovem da aldeia, e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern”.
 

domingo, 15 de março de 2015

FERVILHANDO O CALDEIRÃO: USO DA BERGAMOTA

 
Já que estamos nos aproximando da época da bergamota que tal aproveitarmos um pouco das propriedades desta deliciosa fruta, também conhecida como tangerina, mexerica?
Podemos utiliza-la para fins terapêuticos no combate de infecções e doenças cardíacas, assim tratar angina, carência de vitamina C, bronquite, depressão, dor de garganta, resfriado, gripe, infecção urinária, tuberculose, vermes, mau hálito e infecções vaginais. As propriedades da bergamota incluem sua ação digestiva, analgésica, anti-séptica, cicatrizante, expectorante, antivirótica e diurética.
 
* Infusão de bergamota: juntar folhas de bergamota com uma xícara de água fervente e deixar repousar por 10 minutos. Coar e beber 2 vezes por dia, se desejar, adoce com mel
 
* No tratamento da depressão devemos utilizar além do chá, um banho com as folhas de bergamota!

terça-feira, 10 de março de 2015

"Se a Deusa é um verbo, Ela é mais bem reverenciada em ação - movimentando-se, dançando, divertindo-se e, certamente, também lamentando-se. E para a maior parte das pessoas que percorrem o caminho da Deusa, isso significa um ritual."
Qual se diz que Deusa é um verbo está implícito a mensagem de que a Deusa não é "apenas um nome", Ela não é apenas uma imagem de arte, não é simplesmente uma presença eterna e distante. Quer a encaremos como presença feminina feminina que permeia o Universo, quer como encarada como a verdade interior de nossa alma ...
Se a Deusa é um verbo ela muito mais bem reverenciada em ação, honramos a Deusa até mesmo em ações corriqueiras de nosso dia a dia, para reverenciá-la não se faz necessários ritos elaborados, apenas necessitamos estar conscientes de nossa ação e intenção!
Honrando nosso ser sagrado, estamos honrando a Deusa e isso pode ocorrer desde ritos elaborados como "simplesmente" dançando ou alegrando-se com a beleza uma flor.
Lembrem-se a Deusa é tudo e está em tudo, principalmente em nós mesmos!