quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

FERVILHANDO O CALDEIRÃO: POÇÃO PARA AUMENTAR A CORAGEM:

*Limão cortado em cruz
*Uma rosa branca
*Mel (para adoçar, caso julgue necessário)
*Uma água marinha (cristal)

Em uma terça-feira, prepare um chá fervendo  água com limão,  após ferver, desligue e coloque as pétalas de rosa e a água marinha, direcionando o desejo de ter mais coragem para enfrentar os problemas. Acenda um incenso de bálsamo, que tem propriedade de acalmar e harmonizar ambientes carregados, além de dar inspiração e beneficiar o relaxamento.
Quando a infusão estiver morna, beba lentamente dizendo: "Eu afasto o medo de mim"
Retire a água marinha depois de beber e lave em água corrente e carrege-a consigo.

Abençoados sejam!


Yohana

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

CHÁ PARA AFASTAR A NEGATIVIDADE:

Que tal começarmos esta semana curtinha FERVILHANDO O CALDEIRÃO???

CHÁ PARA AFASTAR A NEGATIVIDADE: 

*Casca de uma maçã 
*Hortelã 
*Mel 

Coloque as cascas de maçã para ferver, assim que ele ferver acrescente um punhado de folhas de hortelã e deixe esfriar. Beba imaginando toda a energia negativa se dissolvendo e limpando suas emoções, seu campo energético, se preferir adoce com mel. 

domingo, 23 de novembro de 2014



Sem vida não há água

“Celebremos a chuva que cai!
Celebremos as árvores verdes que brotam do chão!”

Que não há vida sem água, isso você já sabe. Afinal mais de 70% de nossos corpos é formado por água. Essa água que rege nossas emoções, essa água capaz de purificar nosso corpo e nossa alma. Essa água que circula e conecta todos os seres em seu ciclo contínuo de transformação, do céu cai em mágica chuva que umedece o solo e mata a sede de plantas e bichos para então retornar evaporada ao céu e assim por diante. Acontece que, não somente não há vida sem água, como não há água sem vida! Se não houvesse vida, a água já teria desaparecido. Sendo o hidrogênio um átomo levíssimo, teria escapado para o espaço se o oxigênio produzido pelas plantas na fotossíntese não o tivesse retido na forma de água antes que isso ocorresse ou se certos microorganismos não o captassem para fazer sulfeto de hidrogênio*. Há quem diga que foi exatamente isso que aconteceu em Marte ou Vênus. E é na vida que a água fica segura, estável.
Quando uma floresta é derrubada, quando a mata é queimada, a água que ali estava se vai porque são os seres vivos que evapotranspiram permitindo a formação das nuvens que de novo cairão em forma de chuva reiniciando o ciclo todo. Várias regiões hoje áridas de Mãe Terra já foram um dia frondosas florestas! no Oriente Médio havia florestas! No México Central havia florestas! No Norte da África havia frondosa floresta! Quando a floresta
se vai... a água se vai... É na matéria orgânica que podemos cultivar a água: nessa matéria orgânica, nesse mundo de folhas e galhos, que insistimos em varrer, em queimar;. em todos os lugares, no campo e nas cidades para deixar tudo limpinho;. porque achamos feio, achamos sujo o solo coberto de serrapilheira. Mas são justamente essas folhas e galhos que tornam o solo poroso como uma esponja, é aí que se encontra a água que expulsamos do nosso lugar... essa água da qual deveríamos cuidar com tanta responsabilidade...
            Masaru Emoto nos mostrou, com seus experimentos, que lindos cristais se formam com bons pensamentos. Portanto, vamos cuidar das águas que existem dentro de nós com bons pensamentos e sentimentos e vamos cuidar das águas fora de nós (mas que em algum momento certamente voltarão para dentro de nós) mantendo a vida abundante em nosso quintal, em nosso planeta.


* James Lovelock, em Gaia, cura para um planeta doente.

sábado, 15 de novembro de 2014

2015, o que virá com ele?

O QUE ESPERAR DE 2015?

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um individuo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

Carlos Drummond de Andrade



E a mágica se repete ano a ano, começa a se aproximar a virada do ano e vamos renovando nossas esperanças, nossos sonhos e ideais, somos, assim, tomados por aquela luz interna chamada fé, aquela chama quase apagada pelas dificuldades do ano regente de repente revigora, iluminando e aquecendo nossos corações e mentes!
O novo ano vem se aproximando e começamos a nos questionar sobre quais as regências do ano vindouro, suas influências, qual melhor forma de recebê-lo, de nos conectarmos com essa nova energia... E lá estamos nós, tal quais nossos ancestrais, preocupados em agradar e não ofender as divindades (ou como escolhermos chamar nos dias atuais), essa memória ancestral (nossas fés e práticas) ficaram tatuadas em nossa alma e mesmo após séculos de perseguições e marginalização continuam fortes e vivas dentro de nós, claro que com a mudança de nossa percepção sofreram algumas mudanças, mas a essência permanece lá em um cantinho de nossa alma.
2014 foi um ano onde tudo pareceu intensificado, tudo ganhou maiores proporções: nossas dores, amores, medos, indignações, inquietações ... agora o ano vem chegando ao seu fim e começamos a nos questionar se o próximo será igual, passamos a desejar de forma mais forte que o próximo ciclo seja mais suave, mais colorido e alegre; mas o que realmente esperar de 2015?
Um ano regido por Marte traz consigo toda a força e coragem deste planeta, mas também traz toda sua energia de combatividade e agressividade, enfim estaremos mais “tensos” devido a influência deste planeta e veremos isso de forma muito clara no cenário político. Teremos um ano mais quente, com maior probabilidade de secas e incêndios, mas não será um ano marcado apenas por acontecimentos negativos, Marte  nos trará muita energia para o crescimento pessoal, para a concretização dos objetivos e quem souber se conectar de forma positiva com a energia marciana, com certeza terá um grande ano: próspero e feliz! Será um ano em que as palavras de ordem deverão ser automotivação e autoafirmação, um ano para eliminarmos nossas dependências financeiras e emocionais, buscando assim nossa verdadeira independência.

A numerologia nos mostra um ano com a regência do número 8, um número que traz muito forte consigo aquela lei de “causa e efeito”, por isso este ano nos pedirá muita responsabilidade para nossos atos e pensamentos; é o número que traz o maior potencial de realizações, com uma energia muito intensa de concretizações de objetivos (principalmente ao que diz respeito ao campo material), mas, em troca, nos exige paciência e persistência (aqui poderemos nos beneficiar da influencia de Marte para a busca dos objetivos). No amor, o número 8 nos convida a viver/resolver amores do passado; 2015 promete ser um ano de muitos encontros e reencontros, enquanto 2014 foi um ano em que as relações estavam mais frágeis e rápidas, 2015 promete um ano com laços mais fortes, intensos e duradouros.
Deixei para o final a “cereja do bolo”: o Tarot! O próximo ano será regido pelo Arcano VIII – A Justiça, o que nos traz uma energia busca de equilíbrio e de julgamentos, o que será muito útil para 2015. Este Arcano nos influenciará a resolver nossas “pendências” em todos os campos. Suas palavras de ordem são cautela, equilíbrio, reavaliar.
Este Arcano  nos diz que para vencer em 2015 devemos ser mais imparciais em nossos julgamentos, combater com maior veemência nossos impulsos e agressividades (que estarão em maior evidencia).
Este arcano sugere muita ponderação e reavaliação. É um momento de extrema cautela para as atitudes, há que se reorganizar e ter muita atenção com a conduta pessoal; também indica um instante de austeridade na vida, fim de ilusões, processos cíclicos, mudanças e, principalmente, uma ordem moral e social. Este arcano não nega nenhuma realização: estaremos favorecidos para comprar, vender, casar... contudo, adverte para o conteúdo dos nossos projeto, dos nossos ideais, das nossas promessas, para que não sejamos levianos.
A cor regente para o próximo ano será o vermelho e a pedra o citrino.
Não podemos esquecer que quem de fato faz o "ano acontecer" somos nós, nossos pensamentos, nossos desejos e ações (a energia favorece - amplia ou limita o que vibramos), mas quem determina e direciona estas energias somos nós!

"Milagres acontecem quando a gente vai à luta" O Teatro Mágico




domingo, 9 de novembro de 2014

A MAGIA DE NOVEMBRO

NOVEMBRO


 Apesar de ser o décimo primeiro mês do atual calendário, Novembro ainda guarda o antigo nome – Novem, significando nove – em referencia à sua posição ao calendário romano original.
Na tradição celta o Sabbath de Sahmain, no primeiro dia deste mês, marcava o inicio de um novo ano, cujo o nome celta era La Shamhna. O nome anglo saxão era Blotmonath e o nórdico, Herbistmonath e Fogmoon. Os povos antigos chamavam o mês de Lua Escura, Lua da Névoa, Lua da Neve, Lua do Castor, Lua das Tempestades, Lua quando os Alces trocam os Chifres, Lua do Velório e Mês do Sacrifício.
No calendário sagrado druídico, Beth é a letra Ogham e o álamo a árvore sagrada. O lema do mês é “purifique-se e prepare-se para novos desafios e mudanças pessoais em sua vida”.
A pedra sagrada deste mês é o topázio e as divindades regentes são Bast, Cailleach, Ferônia, Gaia, Hécate, Holda, Ísis, Kali, Mawu, Nicnevin, Odin, Osíris, Skadi e Tiamat.
Independente do nome, este mês representava uma transição entre o velho e o novo, o tempo de término e de novos começos.
Inúmeras culturas antigas reverenciavam os espíritos dos ancestrais e as almas durante este mês. As celebrações celtas de Sahmain (Hemisfério Norte) proporcionavam o contato com os espíritos dos falecidos (alguma semelhança com a atual data de finados dos católicos?) e eram dedicadas a Cailleach, a anciã Senhora da Morte.
No Egito as celebrações de Isia lembravam a ressurreição do deus Osíris com encenações ritualísticas do combate entre as forças do bem e do mal e cerimonia do plantio após o recuo do Rio Nilo.
Ao contrario da atmosfera de tristeza e luto das comemorações cristas dos mortos, até hoje, no México, o “Dia de Las Muertes” é comemorada de forma alegre e divertida. Os túmulos são enfeitados com flores coloridas de papel, as famílias se reúnem para piqueniques no cemitério e comemoravam com as comidas e bebidas preferidas dos mortos. As crianças se divertiam com doces e brinquedos em forma de esqueletos e caveiras.
Na Grécia, no dia dezesseis, havia uma celebração muito importante para Hécate, a deusa da lua minguante, da noite, das encruzilhadas e do mundo dos mortos. Para reverencias a deusa e pedir sua proteção, eram deixadas nas encruzilhadas as “Ceias de Hécate”.
Nos países nórdicos, a deusa Hel, Holda ou Bertha era comemorada como a condutora das almas durante “A Caça Selvagem”. Na Escócia, acreditava-se que a deusa Nicnevin também “cavalgava” durante a festa de Samhain, junto com seus adeptos, atravessando o céu noturno.
Com o fim do ano se aproximando, reserve este mês para completar ou finalizar seus projetos e compromissos. Descarte tudo aquilo que não lhe serve mais, livre-se dos “pesos mortos” para abrir novos espaços e reflita sobre os ciclos da vida e da natureza. Reverencie os espíritos de seus ancestrais e familiares, aceite a partida deles sem tristeza e ore por sua evolução espiritual.

Correspondências:

· Espíritos da Natureza: fadas subterrâneas
· Ervas: verbena, betonia, borragem, cardo sangrado, flor de cactos, crisântemo
· Cores: cinza, verde-mar
· Essências: cedro, flor de cerejeira, jacinto, narciso, hortelã, limão
· Pedras: topázio, lápis-lazuli, jacinto
· Arvores: cipestre, amieiro
· Animais: unicórnio, escorpião, crocodilo, chacal, coruja, andorinha e ganso
· Deidades: Kali, Ísis Negra, Nicnevin, Hécate, Bast, Osíris, Sarasvati, Lakshmi, Skadi, Mawu
· Fluxo de Poder: transformação, fortalecimento da comunicação com a Deusa e o Deus.



Fontes: O Anuário da Grande Mãe
             O Livro Mágico da Lua

domingo, 26 de outubro de 2014

BELTANE

SABBATH DE BELTANE (31/10 - RODA SUL / 1/5 - RODA NORTE)


Também conhecido como Dia 1o de Maio, Dia da Cruz, Rudemas e Walpurgisnacht, o Sabbat Beltane é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus, sendo também um festival de fertilidade. Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só.    Beltane celebra também o retorno do sol (ou Deus Sol), e é um dos poucos festivais pagãos que sobreviveu da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original. é baseado na Floralia, um antigo festival romano dedicado a Flora, a deusa sagrada das flores. Em tempos mais antigos, esse festival era dedicado a Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente do deus Hades da mitologia grega. O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas.
No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação do plantio. Beltane inicia-se, acendendo-se, segundo a tradição, as fogueiras de Beltane ao nascer da lua na véspera de 1o de Maio para iluminar o caminho para o Verão. Realiza-se o ritual do Sabbath em honra à Deusa e ao Deus, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos elementais, e os membros do Coven dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em torno do Mastro (símbolo fálico da fertilidade). Eles também entrelaçam várias fitas coloridas e brilhantes para simbolizar a união do masculino com o feminino e para celebrar o grande poder fertilizador do Deus. A alegria e o divertimento costumam estender-se até as primeiras horas da manhã, e, ao amanhecer do dia 1o, o orvalho da manhã é coletado das flores e da grama para ser usado em poções místicas de boa sorte.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbath Beltane são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane. Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do rito do Sabbath. Antes da cerimômia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de "bruxo de Beltane", e tornava-se a vítima sacrificial a ser atirada na fogueira ardente.
Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles na fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetores. Na tradição celta, os dois maiores festivais de todos são Beltane e Samhaim: o início do verão e o início do inverno. Assim como para todos os povos pastores, para os celtas o ano tinha duas estações, não quatro. Isso se deve porque no norte da Europa as estações são bem mais divididas que no hemisfério sul, por exemplo.
A palavra Beltane se origina dos termos galeses tan (fogo) e Bel (nome do deus sol dos galeses). Juntas, as duas palavras significam "fogo de Bel", ou então, mais poeticamente, "fogo no céu", o que é uma expressão que expressa maravilhosamente bem o espírito deste sabbath.
Beltane para as pessoas comuns era um festival de sexualidade e fertilidade humanas isento de vergonha. O mastro adornado com flores e fitas era um símbolo fálico. Dançar ao seu redor, procurar nozes nos bosques e ficar acordado a noite inteira para ver o Sol nascer no primeiro de maio eram atividade inequívocas, razão pela qual os puritanos as suprimiram com tremendo horror piedoso. Para se ter uma idéia, em 1644 os mastros de Beltane foram proibidos, mas eles voltaram em 1661 com a Restauração. Nessa ocasião, um mastro de 41 metros foi erigido na Inglaterra.
As fogueiras de Beltane ardiam durante todos os dias de festa, simbolizando o sol.
Alguns costumes de Beltane
Estes são alguns costumes tradicionais deste sabbath. Todos os exemplos foram retirados de diversas fontes, algumas inclusive desconhecidas. Se você conhecer a autoria de alguns deles, entre em contato conosco.
* Entre os povos pagãos era costume pular a fogueira de Beltane para se livrar de doenças e energias negativas, assegurar bons partos e pedir as bênçãos dos deuses da fertilidade. Então cada família levava brasas desse fogo para a sua casa, pois dessa forma reacendiam essas chamas em casa representando uma bênção divina para o verão que viria em seguida.
* Uma antiga tradição requeria que o fogo doméstico deveria ser apagado da casa toda nesse dia, pois seria feita uma fogueira com as nove árvores sagradas (freixo, bétula, aveleira, carvalho, teixo, sorveiro, salgueiro, pinheiro e espinheiro), que seria acesa pelos druidas ao nascer da Lua, dando-se início à celebração do sabbath.
* Na Europa, era um costume de Beltane soltar o gado para passar entre as fogueiras e, dessa forma, abençoá-los.
* No Brasil, perto do dia de Santo Antônio há o costume de recolher um enorme tronco de árvore e conduzí-lo ao pé da serra do Araripe até a Igreja da cidade, por mãos de fortes caboclos. À passagem do séquito, as mulheres solteiras procuram tocar no tronco que passa, debaixo da crença segundo a qual caso consiga, cedo casará... É uma festa a que todo o Cariri comparece, pelo sabor de tradição que o espetáculo mostra. Trata-se de um rito essencialmente de Beltane.
* Outro costume relacionado a este sabbath era quando os jovens das vilas iam até as florestas à meia-noite de Beltane para colher flores. na volta, presenteavam seus parentes com as flores, então recebiam as melhores comidas e bebidas que seus parentes podiam lhes oferecer. Era um ato que trazia boa sorte para todos que moravam naquela casa, pois representava generosidade.
* Na Europa Antiga, as pessoas celebravam Beltane fazendo amor em meio aos bosques. Todas as crianças concebidas por meio dessas uniões eram consideradas "abençoadas". Essas uniões representavam a fertilidade não só dos humanos nessa época, mas de todos os seres vivos da Terra.
O mastro de Beltane é o símbolo mais tradicional de Beltane. Ele representa a fertilidade do período correspondente, com a união da Deusa (a Terra) e do Deus (o mastro).
É tradicionalmente utilizado em festivais coletivos e em áreas abertas, pois o mastro é grande, mas seu tamanho é variável. Ele é adornado com uma coroa de flores no pico e diversas fitas coloridas penduradas. Em determinado momento do ritual, cada pessoa pega uma fita e todos rodam em volta do mastro, de forma que no final da dança ele esteja todo "embrulhado". O sentido dessa prática é mentalizar nossos desejos, fazer pedidos e projetar nosso futuro, pois enquanto entrelaçamos as fitas tecemos a nossa vida.
Durante a celebração do sabbath, o mastro deverá ser erguido como parte da cerimônia. Em determinado momento do ritual, as mulheres cavam um buraco no solo, onde o mastro será fixado. Enquanto isso os homens dão voltas ao redor do círculo, enquanto todos entoam alegres canções de Beltane. As mulheres colocam o mastro no buraco e cortam os elásticos. Se você estiver fazendo o ritual sozinho, você pode colocá-lo em um vaso com terra ou mesmo segurar na mão, se ele for bem pequeno.
Nesse momento, cada um pega a sua fita e começa a dança em volta do mastro, enquanto a música continua. Quando o entrelaçamento chegar ao fim, todos ajudam a tirar o mastro do buraco na terra e circulam a área ritual cantando e dançando. Realizando o ritual sozinho, você pode entrelaçar as fitas da mesma maneira.
O mastro deve ser levado à fogueira ritual e colocado sobre as chamas. A cerimônia deve continuar com os participantes cantando e dançando em volta da fogueira de Beltane. Se você está celebrando solitariamente, coloque o mastro dentro do caldeirão em chamas e repita o mesmo procedimento do ritual coletivo: cante, dance etc.
As guirlandas simbolizam a Roda do Ano e todos os ciclos da vida. Em Beltane, elas são utilizadas como se fossem uma espécie de coroa enfeitadas, simbolizando a época.
O costume de se usar guirlandas em Beltane vem das antigas celebrações deste festival na Europa, quando o melhor dançarino era homenageado com uma coroa feita de folhas e a virgem mais bonita era coroada com uma coroa de flores. Esta é uma maneira de representar o Deus e celebrar a Deusa.

Atualmente, as bruxas dão continuidade a essa tradição usando guirlandas em seus rituais de Beltane, mesmo que celebrem sozinhas. Para os homens as guirlandas são de folhas e para as mulheres as guirlandas são de flores coloridas.

domingo, 5 de outubro de 2014

A “Mitologia distorcida e falsificada” trazida pelo patriarcado




A deusa canaãnita era Belit Ilani, chamada de “estrela vespertina do desejo” ou “amante dos deuses”, equiparada com as deusas sumérias Astarte, Ninlil e Ninhursag ou que aparecia amamentando uma criança enquanto a abençoava com a mão direita. Posteriormente os sacerdotes do deus Marduk passaram a denominar as antigas deusas como esposas dos novos deuses: a deusa Belit foi renomeada Zarbanit e considerada apenas a esposa do deus Marduk e o casal divino assumiu os antigos títulos de Bel e Beltu, “o Senhor e a Senhora” substituindo os deuses Ninlil e Enlil da Babilônia, os regentes da terra.
Ashtoreth era a principal divindade dos semitas matrifocais, “Matriarca das tribos, Mãe da fertilidade e do amor, Condutora nos tempos de paz ou guerra”.
No Velho Testamento usado no sul do Canaã, onde a maior parte de hebreus tinha se estabelecido, o nome de Ashtoreth era sempre usado junto ao de Baal. Ao longo do tempo, os sacerdotes hebreus passaram a chamar a divindade de Ele em lugar de Ela e
desconsideraram a existência da Deusa, causando o que o mitólogo Joseph Campbell denominou de “mitologia distorcida e falsificada”. Vários mitos originais foram recontados de forma tendenciosa e a Bíblia passou a ser censurada pelos sacerdotes, que tinham o poder de decidir sobre o que podia ou não ser incorporado na história dos patriarcas de Israel. Muitos relatos bíblicos foram baseados em eventos históricos confirmados pelas escavações arqueológicas, documentos e artefatos canaanitas, mas as histórias sobre a religião pagã de Canaã foram contadas da maneira mais vantajosa e aceitável pela teologia hebraica. Várias confusões e distorções predominaram acerca da identidade e gênero da Deusa, fosse ela Ashtoreth ou Asherah. No entanto, o simbolismo, a reverência e os costumes da antiga religião da Deusa continuaram até 630 a.C., apesar da sua proibição.
As escavações feitas no Sinai na década de 70 revelaram um altar com inúmeras inscrições e desenhos nas paredes e nos pithoi (os enormes vasos de argila usados para guardar comida e bebidas). Uma das figuras é de uma mulher sentada no trono e servida por seres meio-animais-meio humanos. Também se encontra a figura de uma vaca amamentando um bezerro e uma procissão lhe trazendo presentes. Na inscrição pode ser lida a frase: “Seja abençoado por Asherah e Jahweh”. Asherah era a Mãe divina, uma das mais poderosas e por muito tempo cultuada em Canaã, enquanto a vaca é um símbolo universal das deusas mães;
Jahweh ou Jeová é o deus do Velho Testamento, herdeiro de Baal.
Asherah era chamada de “Senhora do mar” ou “Senhora da luz e da chuva”, mãe dos setenta deuses, uma Deusa-mãe por excelência, que nutria deuses e seres humanos e oferecia orientação através das suas sacerdotisas oraculares. Ela era cultuada sob a forma de
uma árvore ou um pilar de madeira (também chamado asherah, plural asherim) encontrado nos altares dos templos, nas colinas ou nos bosques sob as árvores frondosas, onde eram comemorados os rituais da lua cheia e os ritos sexuais. Eles representavam os símbolos da deusa Asherah, que era venerada como a “Árvore da
vida” ou o corpo da “Deusa da terra”. Eram estes lugares e objetos sagrados que os profetas de Israel se empenharam em destruir, mas sem conseguir totalmente, pois são encontradas várias citações na Bíblia sobre as “recaídas” frequentes dos hebreus nas suas antigas práticas e cultos. De forma velada ou escondida, os hebreus continuavam a cultuar a Deusa com os asherim, os ídolos esculpidos em madeira e as oferendas sob as árvores. Alegando que a destruição dos vestígios pagãos tinha sido ordenada pelo Jeová, os sacerdotes quebravam os pilares, derrubavam templos, incendiavam os asherim e proibiam qualquer prática pagã, os transgressores sendo condenados “ao fogo do inferno”.
A “Senhora Asherah do mar” era conhecida também como Atargatis ou Derketo e um dos seus símbolos era o peixe; às vezes ela era representada com rabo de peixe. Descrita como outro aspecto de Asherah, o culto de Attargatis persistiu até 200 d.C. sendo chamada de “Senhora da vida”. Ela era força da vida, benevolente e nutridora, que trazia a fertilidade pela água, encontrada nas florestas, auxiliando as mulheres nos seus partos e
no plantio dos campos. O seu nome tinha origem no termo “correto” e os seus atributos incluíam a retidão moral, que ela exigia dos seus fieis e a postura ereta durante os rituais, representando o poder das árvores.
A sua representação não era humana, apenas um simples tronco de árvore, porém nos seus altares havia estatuetas femininas de argila ou inscrições com uma deusa cavalgando um leão e segurando serpentes nas mãos.



Texto Mirella Faur