segunda-feira, 19 de agosto de 2013

19 DE AGOSTO E O CALENDARIO PAGÃO


Brauronia, celebração grega de Ártemis como Potnia Theron, a senhora dos animais. Na noite deste dia, as “arktoi”, meninas dedicadas a seu culto, iam ao templo vestindo túnicas amarelas e usando máscaras e mantos de pêlo de urso, reverenciando seu aspecto de “Deusa dos Ursos” com danças e cantos.

Antigamente, na Suiça e na Gália, celebrava-se Dea Artio, a deusa da caça e senhora dos ursos, representada como uma mulher ursa ou cercada de ursos. Na Espanha, ela era chamada de Areo, tendo as mesmas características de Ártemis.
Comemorações das equivalentes eslavas de Diana; Devana na Slovênia, Dziewona na Polônia e Diiwica na Sérvia. Sempre representadas como deusas da caça, elas surgiam correndo pelas florestas, vestidas com peles e acampanhadas por seus cachorros.

Desde os tempos neolíticos, a Deusa tem sido associada aos nascimentos e à proteção dos récem-nascidos. A raiz da palavra “urso” (bear) e “dar a luz” (to bear) é a mesma nas línguas anglo-saxãs. Nos países eslavos, a avó colocava o récem-nascido sobre uma pele de urso e, na Lituânia, a parturiente era chamada de “meska”

 (ursa).
Conecte-se à força protetora e nutriente da Mãe Ursa. Enrole-se em uma colcha felpuda e deite-se, visualizando-se entrando na toca da Grande Ursa. Fique com ela por algum tempo, deixando-se embalar e acariciar por seu braço quente e peludo.



*informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Hécate


O dia 13 de agosto era uma data importante no antigo calendário greco-romano, dedicada às celebrações das deusas Hécate e Diana, quando Lhes eram pedidas bênçãos de proteção para evitar as tempestades do verão europeu que prejudicassem as colheitas. Na tradição cristã comemora-se no dia 15 de agosto a Ascensão da Virgem Maria, festa sobreposta sobre as antigas festividades pagãs para apagar sua lembrança, mas com a mesma finalidade: pedir e receber proteção. Com o passar do tempo perdeu-se o seu real significado e origem e preservou-se apenas o medo incutido pela igreja cristã em relação ao nome e atuação de Hécate. Essa poderosa Deusa com múltiplos atributos foi considerada um ser maléfico, regente das sombras e fantasmas, que trazia tempestades, pesadelos, morte e destruição, exigindo dos seus adoradores sacrifícios lúgubres e ritos macabros. Para desmistificar as distorções patriarcais e cristãs e contribuir para a revelação das verdades milenares, segue um resumo dos aspectos, atributos e poderes da deusa Hécate.
Hécate Trivia ou Triformis era uma das mais antigas deusas da Grécia pré-helênica, cultuada originariamente na Trácia como representação arcaica da Deusa Tríplice, associada com a noite, lua negra, magia, profecias, cura e os mistérios da morte, renovação e nascimento. ”Senhora das encruzilhadas” - dos caminhos e da vida - e do mundo subterrâneo, Hécate é um arquétipo primordial do inconsciente pessoal e coletivo, que nos permite o acesso às camadas profundas da memória ancestral. É representada no plano humano pela xamã que se movimenta entre os mundos, pela vidente que olha para passado, presente e futuro e pela curadora que transpõe as pontes entre os reinos visíveis e invisíveis, em busca de segredos, soluções, visões e comunicações espirituais para a cura e regeneração dos seus semelhantes.
Filha dos Titãs estelares Astéria e Perseu, Hécate usa a tiara de estrelas que ilumina os escuros caminhos da noite, bem como a vastidão da escuridão interior. Neta de Nyx, deusa ancestral da noite, Hécate também é uma “Rainha da Noite” e tem o domínio do céu, da Terra e do mundo subterrâneo. “Senhora da magia” confere o conhecimento dos encantamentos, palavras de poder, poções, rituais e adivinhações àqueles que A cultuam, enquanto no aspecto de Antea, a “Guardiã dos sonhos e das visões”, tanto pode enviar visões proféticas, quanto alucinações e pesadelos se as brechas individuais permitirem.
Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte. Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet.
Possuidora de uma aura fosforescente que brilha na escuridão do mundo subterrâneo, Hécate Phosphoros é a guardiã do inconsciente e guia das almas na transição, enquanto as duas tochas de Hécate Propolos, apontadas para o céu e a terra, iluminam a busca da transformação espiritual e o renascimento, orientado por Soteira, a Salvadora. Como deusa lunar Hécate rege a face escura da Lua, Ártemis sendo associada com a lua nova e Selene com a lua cheia.
No ciclo das estações e das fases da vida feminina Hécate forma uma tríade divina juntamente com: Kore/Perséfone/Proserpina/Hebe - que presidem a primavera, fertilidade e juventude -, Deméter/Ceres/Hera – regentes da maturidade, gestação, parto e colheita - e o Seu aspecto Chtonia, deusa anciã, detentora de sabedoria, padroeira do inverno, da velhice e das profundezas da terra. Hécate Trivia e Trioditis, protetoras dos viajantes e guardiãs das encruzilhadas de três caminhos, recebiam dos Seus adeptos pedidos de proteção e oferendas chamadas “ceias de Hécate”.

Propylaia era reverenciada como guardiã das casas, portas, famílias e bens pelas mulheres, que oravam na frente do altar antes de sair de casa pedindo Sua benção. As imagens antigas colocadas nas encruzilhadas ou na porta das casas representavam Hécate Triformis ou Tricephalus como pilar ou estátua com três cabeças e seis braços que seguravam suas insígnias: tocha (ilumina o caminho), chave (abre os mistérios), corda (conduz as almas e reproduz o cordão umbilical do nascimento), foice (corta ilusões e medos).
Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários. Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos. Essas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).
No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade. As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.
No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados femininos resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino. Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.
A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.

Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo.

Fonte: Mirella Faur

12 DE AGOSTO E O CALENDÁRIO PAGÃO


Lychnapsia, o festival egípcio das luzes com a cerimônia de benção dos barcos realizada pelos sacerdotes e sacerdotisas de Ísis, vestidos com túnicas brancas e com os seios nus adornados de jóias. Aqueles que pediam orientação à deusa eram conduzidos a uma câmara secreta nos templos e esperavam a cura durante o sono ou sonhos premonitórios. Ísis foi reverenciada por três milênios como Mãe nutridora, protetora e curadora de seu povo.

Em homenagem à Ísis, queime pétalas de rosa ou flores de verbena e acenda uma vela azul. Visualize sua imagem luminosa clareando seu caminho e ajudando-a a encontrar seu verdadeiro rumo e objetivo na vida, seja ele material, emocional, mental ou espiritual. Permaneça de olhos fechados, aspirando a fumaça aromática, enquanto toca um sistro ou sino. Quando sentir a presença da Deusa, saúde-a como a Grande Mãe, a Deusa dos Mil Nomes, a Senhora da Lua, da iniciação, da cura, da magia, do sucesso, da purificação e do renascimento. Converse com ela e abra sua percepção sutil para ver, ouvir ou intuir as orientações ou mensagens que a Deusa está lhe transmitindo.



*informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.

domingo, 11 de agosto de 2013

11 de Agosto e o Calend[ario Pagão

11 de Agosto e o Calendário Pagão


Antiga celebração de Medusa, a deusa solar originária da Anatólia, reverenciada por suas sacerdotisas, que usavam máscaras de serpentes.
Segundo a lenda grega, Medusa, a amada do deus Poseidon, era uma linda mulher. A deusa Athena, enfurecida com o fato de Medusa ter feito amor em seu templo, transformou-a em Górgona - uma terrível criatura com serpentes na cabeça – e matou-a, colocando sua cabeça em seu escudo.
Dia de Kista, a deusa persa da sabedoria, protetora da humanidade e reverenciada por Zarathustra como a mãe do conhecimento religioso.
Celebração da deusa Aradia, na Toscana, Itália. Aradia era filha da deusa Diana, sendo responsável pela perpetuação de seu culto. Foi perseguida na Idade Média como a “Rainha das Bruxas”, ainda sendo reverenciada na tradição Stregga e Wicca.
Na Santeria e nas tradições africanas, celebra-se Oddudua, a mãe de todos os deuses e deusas na tradição ioruba. No sincretismo religioso, este dia foi dedicado à Santa Clara.
            Na Irlanda, início de um antigo festival da fertilidade, que sobreviveu por toda a Idade Média como a Feira de Puck. Antiga celebração de Medusa, a deusa solar originária da Anatólia, reverenciada por suas sacerdotisas, que usavam máscaras de serpentes.
Segundo a lenda grega, Medusa, a amada do deus Poseidon, era uma linda mulher. A deusa Athena, enfurecida com o fato de Medusa ter feito amor em seu templo, transformou-a em Górgona - uma terrível criatura com serpentes na cabeça – e matou-a, colocando sua cabeça em seu escudo.
Dia de Kista, a deusa persa da sabedoria, protetora da humanidade e reverenciada por Zarathustra como a mãe do conhecimento religioso.
Celebração da deusa Aradia, na Toscana, Itália. Aradia era filha da deusa Diana, sendo responsável pela perpetuação de seu culto. Foi perseguida na Idade Média como a “Rainha das Bruxas”, ainda sendo reverenciada na tradição Stregga e Wicca.
Na Santeria e nas tradições africanas, celebra-se Oddudua, a mãe de todos os deuses e deusas na tradição ioruba. No sincretismo religioso, este dia foi dedicado à Santa Clara.
Na Irlanda, início de um antigo festival da fertilidade, que sobreviveu por toda a Idade Média como a Feira de Puck.


*informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.
 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Dica da Bruxa!

Existem algumas situações em nossa existência em que nossa única alternativa é a aceitação!
Sim somos "senhores do nosso destino", mas toda ação ativa uma reação e as vezes a reação não é exatamente o que esperamos ... ou, então, quantas vezes as pessoas do nosso convívio fazem escolhas que não concordamos ou até mesmo nos magoamos?

Para estas situações em que a aceitação é caminho ... eis uma receita infalível: um bom banho com folhas de hortelã (ou óleo), enquanto tomamos o banho o ambiente deve estar iluminado por uma vela lilás ... enquanto toma o banho peça que a energia da água e do hortelã limpe suas emoções e traga conforto ... antes de dormir tome uma xícara de chá de hortelã e se prepare para uma revigorante noite de sono e um acordar cheia de paz, alegria e vitalidade!

Abençoados sejam!

Yohana

domingo, 14 de julho de 2013

Rito Matutino de Ísis

O Despertar de Ísis - A primeira hora da luz do dia


"Desperta em paz, Oh Senhora da Paz... Deusa da Vida, Bela no Paraíso...'' -Padiusiri, do ''Hino para despertar Ísis em seu santuário ao amanhecer''.

À beira do deserto, pelas margens do Nilo, um distante cântico é ouvido quando o alvorecer corta o céu. No alto de um penhasco próximo ao mar, um templo de mármore solitário ressoa com um ode a Ísis que compete com o canto dos pássaros nas árvores. Na praça do mercado, em Roma, o dono de uma taverna balança a cabeça, sabendo que ele está abrindo as portas tarde, porque os ritos de Ísis já começaram. Não muito distante dali, o imperador de Roma ouve o rito matutino começar e decide que seria sábio de sua parte, política e espiritualmente, dedicar um novo templo a essa poderosa Deusa. Na Inglaterra, uma mulher meio celta, meio romana, se emociona quando ante o tremer de um sistro a sacerdotisa, vestindo um manto, inicia o ritual. Em uma solitária caravana no Caminho da Seda que leva á Ásia, um sacerdote viajante olha para o globo do sol, que nasce cor de laranja, através da poeira do deserto, e anseia pelos altos pilares esculpidos, decorados com pedras preciosas, nos magníficos templos de sua Deusa, a milhares de quilômetros. No meio do Nilo, no reino da ilha de Meroe, Sua Majestade a Candake balança um sistro em uníssono com o cântico, orando para que a Deusa sorria aos seus esforços nesse dia de guerra. Dentro de um navio, em mar revolto, o capitão roga a Ísis que salve a tripulação e a nave, ao mesmo tempo que um passageiro devotado a uma nova fé ouve as preces e se pergunta se essa suposta Deusa poderá, um dia, ser conquistada, uma vez que Sua influência é tão penetrante. Em um acampamento bárbaro, nas profundezas das escuras florestas da Europa, um chefe que está retornando anuncia que seu filho receberá outro nome em honra a Serápis, o consorte de Ísis, cujo culto ele conheceu quando estava entre o mundo ''civilizado''. Nas montanhas da Índia, um rei da linhagem entronada por Alexandre, O Grande, quando conquistou o Oriente, para diante de uma estatua de Ísis e presta reverência, em concordância, quando a sacerdotisa entoa as preces á Deusa, com versos parcialmente esquecidos. Uma jovem, dedicada a Ísis até o dia de seu casamento, sonha com seu amado e corre para o templo na esperança de vê-lo entre a congregação. Nos longos corredores da biblioteca de Alexandria, um estudante solitário sura as palavras da liturgia matutina enquanto se debruça sobre um antigo pergaminho, antes de apagar o lampião e deixar que a luz do alvorecer Dê vida ás palavras desbotadas a sua frente. O Rito Matutino de Ísis Nos diversos templos de Ísis, a liturgia matutinha para despertá-La era entoada a cada alvorecer. Embora as palavras fossem diferentes de templo para templo, e mudadas para se adequar ás especiais naturezas das manifestações de Ísis, o significado e o propósito do ritual de abertura permanecem os mesmos. Depois que as horas da noite se vão, a imagem de Ísis, uma faísca da divina essência que deu vida ao templo, estava agora desperta, refrescada, ungida, vestida e presenteada com oferendas. Embora frequentemente as horas da noite fossem, mitologicamente, muito ocupadas para os Deuses e Deusas, e possuíssem seus próprios rituais e ritos, ainda assim, o amável despertar deles acontecia a cada alvorecer. O rito era cumprido sem falta, quer por apenas uma sacerdotisa em um santuário oculto no campo, quer por uma procissão de sacerdotes e sacerdotisas, cantores e entoadores, aglomerando-se pelas escuras câmeras de um templo. Para Ísis, o despertar pela manhã deve tê-La feito sorrir, porque seus muitos aspectos e diversas funções parecem ter impedido qualquer chance de dormir e sonhar divinamente durante o dia. Como Rainha do Submundo, o ato de dormir e os sonhos e viagens astrais trazidos por ela são de Seu domínio privativo, auxiliada por seu companheiro, colega e sobrinho, o Deus com cabeça de chacal, Anúbis. E como protetora de Osíris, várias das horas da noite são Seu posto especial, quando Ela deve estar preparada para defender os mortos e as almas que dormem nos demônios da noite, que desejam fazer mal ás almas que estão sob os cuidados da Deusa. Como Senhora da Luz e da Chama, Ísis é a senhora do Crepúsculo, e o brilho cor-de-rosa que precede o nascer do sol é Seu sorriso dando as boas-vindas ao novo dia. Tanto como uma Deusa do Sol quanto uma Deusa da Lua, Ela está presente no nascer e no pôr do sol, e como uma Deusa do ar, as brisas da manhã, principalmente as que vêm do frio norte, também carregam Sua essência. A Senhora das Plantas Verdes passa algumas horas da noite persuadindo as sementes e as folhas a desabrochar; as flores da manhã se abrem aos toques de Seus dedos. Não é necessário, portanto, despertar a sempre vigilante Ísis. Mas agora, para que Suas Sacerdotisas, Seus sacerdotes e templos possam ser despertados espiritualmente e relembrados que, com esse novo dia, ela novamente reside com e dentro deles, a Deusa Ísis multiplica Sua presença para preencher cada um de Seus templos e permitir Seu despertar.

Fonte: Os Mistérios de Ísis - Seu Culto e Magia, Detraci Regula

terça-feira, 2 de julho de 2013

JULHO E O CALENDÁRIO PAGÃO


Em 46 a.C., "ano da confusão", o imperador Júlio César resolveu organizar o caótico calendário romano. Em sua homenagem, Quintilis, o nome original deste mês foi modificado. O calendário juliano permaneceu válido pelos próximos mil e seiscentos anos, sendo substituído, em 1582, pelo gregoriano. O nome do mês continuou, como provade admiração pelo trabalho reformador de Júlio César.

   Outros nomes antigos atribuídos a este mês foram: na Irlanda, Iuil, nos Países Anglo-Saxões, Aftera Litha ou "após Litha", a celebração do solstício e nas regiões nórdicas, Maedmonath ou Hevoimonath. Os povos nativos nomearam este mês de Lua das Plantas, Lua de Sangue, Lua da Benção, Lua do Trovão, Lua dos Prados e Mês do Feno.

   No calendário sagrado druídico, a letra Ogham correspondente é Coll e a árvore sagrada é a aveleira. O lema do mês é "usar a energia criativa para realizar seu trabalho e criar novos projetos". A pedra sagrada é o rubi e as divindades regentes são Athena, Amaterasu, Atagartis, Cerridwen, ella, Ísis, Juno, Maat, Nephtys, Netuno, as Nornes, Osíris e Rhea.

   Na Roma antiga, este mês abrigava dois grandes festivais: Nonane Caprotinae, dedicado a deusa Juno e Neptunália, celebrando o deus Netuno e a deusa Salácia. Comemorava-se também o amor de Vênus e Adonis.

   Os gregos celebravam, neste mês, as Olimpíadas, as famosas competições de atletismo, drama e música. Os ganhadores eram muito aclamados e valorizados, pois uma vitória nas Olimpíadas era uma grande conquista, tanto para o indivíduo como para a sua cidade. Este festival era dedicado a Zeus e, no seu decorrer, qualquer disputa era interrompida.  Neste mês celebravam-se também, Panathenaca, o festival dedicado à deusa Athena e as procissões para a deusa Deméter.

   No Egito, , celebrava-se o casamento sagrado de Ísis e Osíris com o festival Opet marcando o inicio do Ano Novo. Havia, também, comemorações menores em homenagem aos aniversários de Ísis, Nephtys, Maat, Osíris, Seth e Hórus. Nos países nórdicos, haviam vários festivais e celebrações. como os da deusa celta Cerridwen, da deusa solar Sunna, da senhora do mundo subterrâneo Holda, da deusa do mar Rane e das três senhoras do destino, as Nornes.
 

   Celebrações budistas e shintoistas no Japão homenageavam os espíritos dos ancestrais durante O Bon, o Festival das Lanternas. Os templos, as casas e os cemintérios eram limpos e enfeitados com flores e lanternas. Oferendas eram colocadas nos túmulos festejando a volta dos espíritos dos mortos para perto de seus familiares durante estes três dias.

   No Japão comemorava-se as deusas Amaterasu, Fuji Chih Nu; na Índia, o festival Naa Panchami homenageava a deusa Manasa Devi.

   No hemifério sul, os Incas abençoavam a terra para um novo plantio com a cerimônia Chahua-huarquiz. Os índios norte americanos festejavam a colheita e a despedida dos Kachinas, enquanto os Maias celbravam vários deuses e deusas no começo do Ano Novo.

   Dedique este mês para avaliar suas realizações, canalizar sua energia criativa para novos projetos e descobrir novos caminhos de realização espiritual.

CORRESPONDÊNCIAS:

* ESPÍRITOS DA NATUREZA: duendes, fadas das colheitas

* ERVAS E FLORES:madressilva, agrimônia, hissopo

* CORES: prata, cinza-azulado

* ESSÊNCIAS: lírio, olíbano

* PEDRAS: pérola, selenita, ágata branca

* ÁRVORES: carvalho, acácia e freixo

*ANIMAIS: besouro, tartaruga, golfinho, baleia, íbis, andorinha

* DEIDADES: Khepera, Athena, Juno, Hel, Holda, Cerridwen, Néftis e Vênus.

FONTES: O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE

              O LIVRO MÁGICO DA LUA

Abençoados sejam!!!!

)0( YOHANA )0(