quinta-feira, 20 de setembro de 2012

MAGIA COM ESPELHOS


MAGIA COM ESPELHOS



          
   A pergunta da rainha das feiticeiras a seu espelho mágico no antigo conto de fadas, hoje conhecido como "Branca de Neve", é um eco de práticas tão velhas quando o próprio tempo. Como muitos dos instrumentos de magia, o espelho é um objeto inspirado na Natureza.


Os primeiros espelhos eram os lagos. Num dia tranqüilo, quando as águas não formam ondas, pode-se observar um reflexo bastante detalhado. Na tentativa de capturar esse fenômeno, poliam-se pedras e metais até que, por fim, produziu-se o vidro que, quando revestido em um dos lados com uma fina camada de prata, produzia uma superfície
reflexiva perfeita – um lago perfeitamente cristalino, "congelado"
para ser usado quando desejado.

Espelhos (e superfícies reflexivas) há muito dominam nossa imaginação. Há diversas referências a espelhos no folclore, assim como na magia, se bem que tais práticas estão quase que esquecidas hoje.

O simbolismo do espelho é simples e ao mesmo tempo complexo. É considerado sagrado à lua, pois, como a lua reflete a luz do sol, o espelho é um objeto reflexivo. Sendo um símbolo lunar, os espelhos utilizados em magia são geralmente de forma redonda.

Além disso, os espelhos nos permitem ver coisas que não poderíamos  ver sem sua ajuda – não apenas as coisas físicas, mas também coisas mais elevadas, como as memórias de vidas passadas, visões do futuro, ou de eventos ocorrendo simultaneamente em outros locais.

A magia com espelhos provavelmente teve seu apogeu durante a Grécia  Clássica e em Roma. Espelhos polidos de bronze eram utilizados em rituais de magia e cosméticos. A maioria desses espelhos era pequena e usada com as mãos.

Uma antiga técnica para induzir clarividência é refletir a luz de uma fogueira na lâmina brilhante de uma espada ou faca; o reflexo assim apanhado causava visões a quem nela se concentrava. Esta é apenas mais uma forma de magia com espelhos metálicos.

Apesar de práticas como essa ainda serem utilizadas, a maioria das práticas de magia com espelhos atualmente é feita com espelhos de vidro. Espelhos antigos não são necessariamente melhores, pois tendem a possuir imperfeições (como a perda da folha de prata), o que pode interferir. Muitas vidraçarias cortam espelhos sob medida, portanto
não é impossível obter aqueles redondos.

Para rituais rápidos, pode-se até mesmo utilizar um espelho de bolso, se bem que isso é muito mais fácil para mulheres. Muitos encantamentos foram lançados enquanto uma mulher fingia retocar sua maquiagem.

Lembre-se sempre de que o espelho é uma simples ferramenta, um elo
com a lua, com seu subconsciente, e por fim com a própria Natureza.

A magia costuma ser espontânea, e você deve estar preparado praticamente para tudo.

O Espelho Mágico.  Obtenha um espelho redondo com diâmetro entre 35 cm e 70 cm. De preferência, deve estar acoplado a uma moldura também redonda, pintada de preto, mas isso não é fundamental.

Após obtê-lo, leve-o para casa e lave-o cuidadosamente com água. Se desejar, lave a seguir com uma infusão de artemísia, uma colher de chá para cada xícara de água. Deixe esfriar antes de usar.

Quando o espelho estiver seco, cubra sua face com um pano preto e deixe-o onde não seja tocado, até a lua cheia. Nessa noite, exponha o espelho aos raios da lua de preferência ao ar livre – pode ser pela janela, se necessário. Carregue o espelho mágico com o luar e diga as
palavras abaixo ou semelhantes:

 

SENHORA DA LUA,
VOCÊ QUE A TUDO VÊ E TUDO SABE,
EU CONSAGRO ESTE ESPELHO COM SEUS RAIOS BRILHANTES
PARA QUE ILUMINE MINHA MAGIA E MINHA VIDA.



Traga o para dentro e pendure-o na parede leste de seu quarto, ou na sala onde pratique magia. Mantenha-o coberto quando não estiver sendo utilizado.

Exponha o espelho à lua ao menos três vezes por ano. Quando estiver empoeirado (se ficar), lave-o com uma infusão de Artemísia ou água limpa. Nunca utilize sprays à base de amônia para limpar seu espelho, pois a amônia destrói qualquer magia!

Se desejar, pode utilizar um tipo "psíquico" de óleo (como de cravo
ou de noz-moscada) para desenhar um crescente na parte de trás, marcando-o assim com o símbolo da lua.

Nunca use o espelho para outras coisas que não a magia. Reserve outro espelho para uso rotineiro.

A seguir, vários encantamentos que podem ser praticados com o espelho mágico, assim como com outros.


Canto para Visões

 

De pé diante do espelho mágico, remova sua capa e entoe o seguinte,  até que as visões surjam:


ESPELHO DO LUAR,
ESPELHO DE VIDRO,
PERMITA-ME VER
O QUE VAI ACONTECER.
REMOVA O VÉU
DIANTE DE MIM.
É O QUE DESEJO,
ASSIM SEJA!



             Os melhores períodos para praticar visões em seu espelho é na aurora, no crepúsculo ou à noite.


Memória Distante


                Acenda uma vela branca numa sala escura e deixe-a numa posição de modo que ilumine seu rosto diante do espelho, mas sem refleti-lo.  Diga o seguinte:

 


ORÁCULO DE LUZ LUNAR,
ENVIE-ME AGORA A SEGUNDA VISÃO

 

                Olhe nos olhos de seu reflexo, ou logo no centro e acima deles. Gradualmente, seu reflexo irá desaparecer e você verá outro rosto; é o de uma vida passada. Será inconfundivelmente familiar a você.

Com prática, pode-se utilizar esta técnica para aprender diversas coisas sobre vidas passadas. Tente "sintonizar- se" com o rosto. Tente ver o resto do corpo, as vestes, jóias, cenários, qualquer coisa que o ajude a determinar o local e o período.

A mera visão do rosto pode detonar reações emocionais inesperadas dentro de você; preste atenção a elas e você poderá começar a ser lembrar de pessoas e eventos que estiveram trancados em sua memória distante.

Às vezes surte melhor efeito quando realizado em semi-escuridão;  ajuste a  quantidade de luz que ilumina seu rosto até obter os resultados desejados.

 


Um Encantamento Simples com Espelhos

 

De pé diante de seu espelho mágico, acenda duas velas idênticas com as cores apropriadas de cada lado. Com um giz de cera, ou mesmo com um batom ou tinta solúvel em água, desenhe uma runa ou um símbolo de sua necessidade. Enquanto desenha, certifique-se de que o desenho ocupará o espaço onde seu rosto será refletido. Veja o símbolo
fundindo-se a seu reflexo, e saiba que assim será em sua vida.

Feche seus olhos e visualize firmemente sua necessidade, e a seguir saia da área. Essa runa deve permanecer no espelho até a manhã seguinte, quando deverá ser limpa com um pano, de preferência sem olhar para ela.

 



Uma Adivinhação

 

Apanhe um pequeno espelho redondo e mergulhe-o na água (de preferência um lago ou rio, mas uma pia ou banheira também serve). Remova-o imediatamente e observe seu reflexo. Se estiver desfigurado, cuidado! O mal pode estar conspirando contra você, ou terá de
enfrentar problemas em breve. Pratique magia protetora.

Entretanto, se o reflexo estiver normal, não há problemas para o futuro.


Outra Adivinhação

 

Se deseja descobrir como anda uma pessoa distante, se está bem ou doente, com problemas ou em segurança, faça o seguinte em pé diante do espelho, em semi-escuridão, visualize a imagem da pessoa com a viu pela última vez; forme uma imagem o mais completa possível.

 Mantenha-a e aguarde qualquer alteração; uma cicatriz que se forma no rosto pode indicar dificuldades físicas; um sorriso indica felicidade, e assim por diante.


A imagem toda pode ser substituída por um símbolo, e este deve ser interpretado para determinar as condições da pessoa.

Com treino, este pode ser um bom meio para estabelecer elos ou ao
menos "checar" como andam pessoas distantes.

 

 

Um Portal de Espelho

 

Quando sentir que o mal está em sua casa, pegue um pequeno espelho
redondo. Pinte de preto a parte de trás e arrume um meio de pendurá-
lo num canto próximo do teto do cômodo onde sinta que o mal está mais
forte.

Se possível, pendure o espelho de modo que forme um ângulo de 45º com a parede, sua ponta mais alta levemente inclinada para o chão.

Esse espelho atuará como um "portal" pelo qual qualquer mal de sua casa passará rumo ao espaço, onde será dispersado e destruído.

Após pendurar o espelho, fique de pé na sala e visualize o mal girando a seu redor na direção anti-horária, denso e negro, como uma névoa pestilenta. Olhe então para o espelho e visualize uma grande porta se abrindo, uma porta que leva ao espaço. Veja a névoa maligna
sendo sugada pelo espelho, para longe de sua casa, para longe de sua vida.

Se sentir problemas durante este encantamento, repita-o até sentir que a sala está livre de negatividade. Quando isso ocorrer (pode sentir a sala dando um suspiro de alívio depois), suba em algo que lhe permita tocar o espelho e, com o indicador de sua mão de poder, risque uma cruz de braços iguais na superfície do espelho para "trancá-lo", de modo que se torne um portal de mão única. O mal pode sair, mas não poderá regressar.

Faça a cruz movendo seu dedo indicador de cima do espelho, descendo em linha reta até a parte de baixo, erguendo a seguir o dedo e iniciando no lado esquerdo do espelho e traçando uma linha reta até o meio do lado direito.

Deixe o espelho nessa posição por pelo menos sete dias. Remova-o a seguir e limpe-o com vinagre forte ou solução de amônio para livrar-se de todas as vibrações negativas. Não pratique este encantamento com seu espelho de magia.

 


Visões com a Lua e Espelho

 

Com um espelho convexo circular, pequeno o bastante para caber em sua mão (retrovisores de carros são os mais indicados), saia ao ar livre numa noite fresca e clara, com a lua cheia em seu ponto alto no céu.

Sente-se confortavelmente e apanhe o reflexo da lua no espelho. Concentre-se no ponto de luz prateada e comece a mover vagarosamente o espelho, frações de centímetros para todos os lados, observando enquanto a imagem da lua gira e balança na superfície do espelho.

Após alguns minutos, isto o levará a um estado psíquico, desde que esteja só e nada o perturbe.

 

 

Para Melhorar a Aparência

 

Fique de pé diante de seu espelho mágico, só e nu. Se possível, cada parte de seu corpo que precisa de melhorias deverá estar visível. Isto requer um espelho grande, com ao menos 70 cm de diâmetro.

Fite seu reflexo à luz difusa de uma vela. Estude-o, inspecione-o, enquanto diz:


TRANSPARENTE COMO CRISTAL,
TRANSPARENTE COMO O AR.
FAÇA COM QUE MINHAS FORMAS SEJAM
BELAS E FORMOSAS.

 

A seguir, com seus poderes de visualização, comece a formar um novo corpo. Livre-se das rugas. Elimine as gorduras. Aumente os músculos. Efetue mentalmente todas as mudança que gostaria de ver em seu corpo.

Mantenha essa visão o mais que puder, por cerca de treze minutos. Depois, olhe novamente para seu corpo e diga as seguintes palavras uma vez mais:

 

TRANSPARENTE COMO CRISTAL,
TRANSPARENTE COMO O AR.
FAÇA COM QUE MINHAS FORMAS SEJAM
BELAS E FORMOSAS.

 

Repita este encantamento todas as manhãs e noites, reforçando-o com exercícios, dietas e o que mais o ajudar a atingir seu objetivo.

 


O Encantamento da Devolução

 

Se sentir que o mal está sendo direcionado a você, a partir de pessoas ou entidades conhecidas ou não, pode utilizar este encantamento. Mesmo se não tiver certeza de que alguém está tentando machucá-lo, pratique este ritual, por via das dúvidas.

Ponha um pequeno espelho redondo (não o seu espelho mágico) encostado numa parede, ou num suporte que o deixe paralelo à parede. Diante dele, coloque uma vela preta num suporte simples. Certifique-se de que a vela se reflete no espelho.

Em seguida, coloque uma vela branca longe do espelho (de preferência onde não seja refletida) e acenda-a. Isto assegura que a vela preta não atrairá forças malignas.

Agora, diante do espelho e da vela preta, acenda um fósforo e entoe, enquanto acende a vela:



PRETO, PRETO
AFASTE O MAL.

 

Repita estas palavras enquanto olha para a vela por alguns momentos, deixando a sala em seguida.

Após uma hora, apague a chama da vela (sem utilizar seus dedos – use um abafador de velas ou a lâmina de uma faca) e guarde o espelho e a vela. Apague a seguir a vela branca e guarde-a fora de seu campo de visão. Repita o encantamento por sete noites ou até sentir que o mal foi afastado.

Este encantamento devolve quaisquer forças malignas que lhe tenham sido direcionadas àqueles que as enviaram. É apenas uma medida defensiva.

 

O Encantamento com a Moeda e o Caldeirão

 

Este é um vestígio da magia com espelhos metálicos praticada por nossos ancestrais. O "espelho" aqui será uma grande moeda de prata.

Leve-o, bem como a moeda, ao ar livre, num local onde não venha a ser perturbado.

Ponha o caldeirão ou recipiente no chão. Erguendo a moeda à lua, diga:

 


SENHORA DA LUZ
SENHORA DA NOITE
FORTALEÇA MINHA VISÃO
NESTE RITO.

 

Ponha a moeda dentro d'água. Quando se ajustar no fundo do caldeirão, mova-o até que a moeda reflita a luz da lua. Parecerá ser um brilhante objeto redondo em meio à escuridão do interior do caldeirão.

Sentado ou ajoelhado confortavelmente, observe a moeda com olhos semi abertos. Surgirá então a segunda visão.

 

O Espelho Quebrado

 

Quebre um espelho e você terá sete ano de azar, certo? Isto é o que diz a superstição.

Na verdade, mesmo havendo muitas explicações para este mal-entendido, uma das mais sensatas (na mentalidade da magia) é a de que você terá que comprar um novo espelho! No século XIV, os primeiros espelhos modernos, quebráveis, foram produzidos em Veneza. Eram muito caros.

Pode-se imaginar o futuro de um serviçal que acidentalmente quebrasse um espelho. Sem dúvida, seu mestre lhe causaria muito azar!

Se quebrar seu espelho mágico, ou qualquer outro, não se preocupe. Ainda será útil em magia. Colete cuidadosamente todos os fragmentos grandes e coloque-os numa grande jarra de vidro. Varra o pó do espelho e jogue também dentro da jarra, tampando firmemente em seguida e deixando a jarra numa janela ensolarada da casa.

Isto automaticamente afastará o mal e as influências negativas de sua casa, pois cada um dos milhares de fragmentos atuarão como espelhos protetores.

Mantenha a jarra bem limpa e ela lhe servirá bem. Se desejar, cole um pequeno espelho redondo na tampa da jarra.

Após terminar, compre um novo espelho e prepare-o para assegurar-se de que terá um quando necessário.



Fonte: Magia Natural, de Scott Cunningham. Editora Gaia.

domingo, 16 de setembro de 2012


SABBATH

“Ritos Sazonais são virtualmente tão velhos como os montes  sobre os quais eles costumavam
 ser praticados pela maioria da humanidade, e até hoje são mantidos de modo muito
 atenuado por uma pequena minoria de ocultistas.”

William G. Gray

 
Sabbath do hebraico Shabbath significa descanso. Sábado, em português, vem do latim sabbatum, que, por sua vez foi emprestado do grego sábbaton. Este, seria proveniente do hebraico shabbath, que, etimologicamente, deriva do verbo sabat (parar). Outras fontes o extraem de seba (sete), ou o tomam como corruptela do termo sabi'at (sétimo dia). Tenhamos em conta ainda que o hebraico sabbat guarda enorme semelhança com sapatu, que em dialeto árcade primevo significava "parada, descanso", também "sono da lua". Nesse caso, o termo hebraico seria originário do grego, ao contrário da primeira hipótese.      No decorrer do ano lunar, ou 13 lunações, as Bruxas comemoram 8 Sabbaths, ou seja, rituais associados ao nascimento do Deus Cornífero, seu casamento com a Deusa e, posteriormente sua morte. O conceito de morte, para nós, representa a renovação da vida, e é tão somente, a passagem do plano material para o espiritual. Estas celebrações também apresentam correspondência com as quatro estações do ano, pois embora a maioria das pessoas estejam pouco conscientes da mudança das estações, nós Bruxas abraçamos as estações com ardente entusiasmo.                                                                        
Os Sabbaths, tanto grande como pequenos, marcam o começo do inverno, dão boas vindas ao primeiro sopro da primavera, proclamam a glória do verão e revelam o presente da colheita.  Antigamente     os      Bruxos     acreditavam    que,   se    não comemorassem  os  Sabbathss,  as estações  não se sucederiam perfeitamente.    
 
Mais do   que   isso,    hoje   sabemos   que comemorá-los   compreendendo seu  sentido nos aproxima e nos conecta  à  Natureza, acertando o passo entre nós, e, com isso, nos equilibrando.                                                                                              Os Sabbaths  dão uma estrutura de tempo natural com a qual se pode trabalhar e medir o progresso pessoa.  Durante os meses de inverno nós pensamos sobre o que precisa ser feito ou conseguido. Na primavera nós começamos a nos preparar para a tarefa a ser feita formulando um plano de ação e então plantando as sementes do desejo. Durante os meses de verão nós nutrimos e protegemos, com um trabalho duro. Com a chegada do outono nós estamos pronto para colher os frutos de nossos esforços e receber as recompensas do nosso esforço.                                
Um pouco de História a cerca dos Sabbaths:                                                                                     
A Igreja, já no ano de 360, no sínodo de Elvira, admitia a existência dos poderes mágicos, que seriam decorrentes de pactos com o demônio, e negava a comunhão, mesmo à hora da morte, para os que caíssem em tal tentação. Até o século XI, a Santa Sé diferenciava os seres maléficos, devotados aos sortilégios, aos encantamentos por bonecos de cera, aos filtros e maus-olhados, das strigae, demônios femininos que sob a forma de pássaro se alimentavam de recém-nascidos. Strega, bruxa em italiano, deriva-se daí, e em português temos igualmente o termo estrige; ambos oriundos da raiz latina strix, a significar coruja, pássaro noturno ou qualquer outra ave de rapina. Um século antes, o monge Regino de Prün dizia que voar à noite com a deusa Diana não podia ser algo real, senão mera ilusão provocada pelo Demônio. Mas foi durante o século XII que se difundiu mais rapidamente a idéia do sabá, reunião noturna das sextas-feiras, à qual compareciam as bruxas voando em suas vassouras, cavalgando seus bodes, ou mesmo transformadas sob a forma de pássaros. Para que pudessem voar, untavam seus corpos com uma poção mágica por elas preparada; e na cerimônia, iniciada à meia-noite, entregavam-se a orgias e ao Demônio.                 
Somente em 1250 é que alguns bispos entregam ao dominicano Étienne de Bourbon a primeira descrição do sabá. Oito anos depois iniciam-se os processos por feitiçaria, e só no ano de 1275, após várias condenações, uma primeira acusada é morta na fogueira. O próprio São Tomás de Aquino (1225-1274), expoente da escolástica, declara ser possível a união carnal com Satanás. "Tudo o que acontece por via natural, o diabo pode imitar!", afirmou.                                                        
Em 1318, o bispo de Cahors é condenado à fogueira sob acusação de haver tramado magicamente contra o Papa João XXII, por encantamento com boneco de cera, do qual a história tem relatos semelhantes desde 2500a.C. O poeta Virgílio (70-19a.C.) também fez referência à mesma prática. Em 1398 será a vez da Universidade de Paris reforçar a tese da união sexual entre as bruxas e o demônio, e em 1424 o monge Bernardino de Siena (1380-1444) prega contra as artes mágicas em Roma. Em 1465, curioso fato, é condenado à fogueira o prior da ordem dos Servitas, dono de um bordel, acusado não de empreender qualquer tipo de negócio ilícito, mas sim porque eram súcubos (demônios sob a forma feminina) quem ele oferecia aos que visitavam sua casa de prazeres.                                                                    
Até esse momento, no entanto, os processos só eventualmente levavam à pena capital. Embora houvesse campanhas da Igreja contra hereges e pagãos, nenhuma caça sistematizada às bruxas existia. Tanto é que os carmelitas, em 1474, de seu púlpito, arriscavam-se a prever o futuro durante as missas, e o diziam fazer com auxílio dos demônios. Só com a reiterada insistência de dominicanos alemães é que o Papa Inocêncio VIII, em 5 de dezembro de 1484, publica a bula Summis Desiderantes Affectibus ("Desejando com Suma Ansiedade"), que espalharia o terror pelo continente: "...tem chegado recentemente a nossos ouvidos que em certas regiões da Alemanha setentrional [...] nas dioceses de Mainz, Colônia, Trier, Salzburgo e Brêmen, muitas pessoas de ambos os sexos, esquecendo-se de sua própria salvação e apartando-se da Fé Católica, têm mantido relações com os demônios [...] por meio de encantamentos, feitiços, conjuros e outras superstições malditas..."          Confirmada pelo imperador Maximiliano I, o Papa designa para executar a bula, a começar pelo país reclamante, os monges Heinrich Institor e Jacob Sprengher. Este último, deão da Universidade de Colônia, publicaria dali a dois anos, com Heinrich Kramer, prior de Salzburgo, a mais importante obra sobre demonologia da história, o temível Malleus Malleficarum ("O Martelo das Bruxas"), fonte de inspiração para todos os tratados posteriores.                                            
O "Malleus", código atroz contra as artes negras de magia, mais do que a bula papal, peremptoriamente abriu as portas para o rolo compressor da santa histeria em que se transformou a Inquisição. Sua intenção era pôr em prática a ordem do Êxodo, 22;17: "A feiticeira, não a deixarás com vida".                   
"Martelo das Bruxas" dividia-se em três partes. A primeira discursava aos juízes, ensinando-os a reconhecer as bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes. A segunda expunha todos os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os. A terceira regrava as formalidades para agir "legalmente" contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las para sempre condená-las.                                                                                                                        
O processo era cruel. Levava-se ao tribunal qualquer um que fosse suspeito de feitiçaria. Bastavam três testemunhas para que juntas servissem como "prova" dos autos. Os filhos podiam entregar seus pais; os cônjuges podiam delatar-se mutuamente. Por meio de tortura obtinham-se as confissões. Os réus eram ainda submetidos às provas ordálicas; nestas, qualquer mancha escura na pele do acusado serviria como prova do pacto com o Demônio. A insensibilidade à dor em qualquer parte do corpo também era indício de feitiçaria; ademais, amarravam-se os suspeitos em cruz sobre madeiras, e os atiravam nalgum rio. Se o acusado não afundasse, estava aí a prova de que o Diabo o protegia, razão pela qual era entregue à fogueira; caso se afogasse, estaria antecipada a justiça divina.               
Extraíam-se assim as mais absurdas confissões, incluindo transformações dos envolvidos em cisnes negros, gatos ou lobos; também suas sevícias trocadas com Satanás.           
Na Alemanha, onde nascera o terror, os números não deixam dúvidas do empenho inquisitorial: 45 feiticeiras queimadas num só ano em Colônia; em Salzburgo, 79; 300, em 3 anos, na Província de Babemberg; quase mil em Wuerzburgo; e mais de 6.500 em Trier!                                                 
Um curioso episódio merece ser contado. Três mulheres incriminavam um homem perante o implacável Sprengher, de ele lhes ter lançado um mau-olhado, posto que, ao mesmo tempo haviam sentido um arrepio quando estava perto delas somente o tal rapaz. O acusado jurava por todos os santos ser inocente; mas em vão. Por fim, sentenciado à fogueira, sua memória clareou; disse ser mesmo verdade, pois agora se lembrava de que na hora em que lhe atribuíam o mal feito ele de fato expulsara aos chutes três gatas pardas que haviam sorrateiramente entrado em sua casa. Sprengher, meritíssimo esclarecido, compreendeu então o fato; mandou libertar o pobre homem e levou à fogueira as acusantes.                                                              
 Com o terror espalhado, o fantasioso distorcia a realidade. Mulheres histéricas, convencidas de sua culpa, muitas vezes aceitavam resignadas sua condenação à fogueira. Há casos de senhoras maiores de 80 anos confessando em detalhes como haviam sido violentadas pelo demônio. Em várias cidades as escolas são fechadas, posto que serviam às crianças para que trocassem entre si conhecimentos mágicos proibidos.         
 
 
Em que pese a histeria disseminada no bojo do horror da Inquisição, algo resta acima de qualquer dúvida: os relatos do sabá tomados por confissão na Alemanha, em nada diferiam dos que eram detalhados pelas bruxas suíças, francesas, italianas, espanholas ou portuguesas. Na Inglaterra, onde a forca era quem esperava os hereges, os relatos são quase idênticos. Onde quer que se prendessem as bruxas, as confissões acerca do sabá traziam curiosa coincidência, que não poderia ter sido mera obra do acaso. Se por um lado os Tribunais forçavam seus réus a mentiras e falsas confissões que os incriminassem, por outro, havia de fato uma cultura pura, não cristã, ou cristã divergente da moral católica, que nem se importara muito com a Igreja até esta resolver deitar sua rede de holocausto sobre os povos pagãos, como os cátaros albingenses e os valdenses no sul da França, por exemplo, dentre outras tantas minorias germânicas que, massacradas pela Inquisição, refugiaram-se em terras nórdicas.                                                                   
Sobre o rito do sabá das feiticeiras, concluíram os Tribunais: uma bruxa servia sempre de altar. A seu lado, uma figura de madeira, com chifres, representava o bode, ou Satanás. As estriges chegavam "voando" sobre suas vassouras, isto é, com o falo em suas mãos e por entre as pernas. Havia um banquete, durante o qual corria uma poção mágica, sempre uma beberagem excitante, a qual predispunha os participantes ao sexo sem critério. Era feita então a oferenda ao Diabo, geralmente alimento e bebida; apresentava-se a hóstia negra; consagrava-se o último morto e o último nascido na comunidade, já que à Terra voltam os que dela nascem; invocava-se o raio; e por fim dilacerava-se um animal em sacrifício ao Demônio.                                 
Ora, parece claro a qual tradição nos reportam os sabás das feiticeiras; nenhuma outra senão a pagã. Algo bem mais antigo e distante do que representa o sabbat dos hebreus. E à Igreja coube a façanha sangrenta de pôr fim a quaisquer resquícios destes rituais, e fez associar a figura até então quase apagada do Demônio às práticas consideradas heréticas. Deturpando os relatos dos que freqüentavam livremente tais cerimônias, interpretando-os como obra demoníaca, reformulou a roupagem dos mitos de fertilidade e inventou o Mal que neles nem havia.                                                                               Foram tantos os processos e tão assustador o cenário de vida montado pela Inquisição, que esta não fez senão maior milagre que o de espalhar a fé no Demônio por toda a parte, criando-O para sempre a partir da santa luta que despendeu durante séculos contra Ele. Enquanto o espírito da Renascença revelava sua lucidez e ressuscitava clássicos da filosofia platônica e aristotélica que invadiam o mundo, traduzidos pelos árabes (não cristãos, evidentemente), a religião cristã sadicamente se divertia em sua cruzada insana contra as bruxas. Numa época em que as artes progrediam, e as Universidades se firmavam, o Demônio crescia para o mundo quanto mais a Igreja lançava almas ao fogo de seu abismo.               Lentamente extinguir-se-ão as fogueiras...a última condenação teve lugar em 1793; e no México a Inquisição fecharia suas portas somente um século mais tarde.                                 Nem as ciências, nem a medicina ou psicologia estavam desenvolvidas durante a "caça às bruxas" de modo a impedir este fenômeno hediondo, fruto da superstição cristã.
 
Texto: Revista Planeta, Julho de 2000
 

Eostre - Sabbath da Primavera


OSTARA – EQUINÓCIO DA PRIMAVERA

(HN 21/03 HS 21/09)

 

O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.                                              

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.                                   Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbath são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.                                   
Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.                     

Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. (Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.                                  

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.            

O Sabbaht Ostara é celebrado na entrada da Primavera, marcando o começo da união entre a Deusa Mãe e de seu Filho Sol, nascido no Yule, aos poucos os dias e as noites vão se tornando iguais, o Deus já é um Jovem Rapaz e a Deusa Donzela se mostra sedutora e de inebriante beleza e vitalidade. A Natureza começa a se transformar as Flores e as Folhas se renovam, os Animais se sentem mais vivos , mais dispóstos, a Terra em um todo se fertiliza se Apaixona.

Na Europa marca a data do novo ano Astrológico,os Sol entra em Áries. Os povos da antiguidade comemoravam nesta data, a morte e o renascimento de muitos Deuses como Osíris no Egito, Adonis e Dionisio na Grécia, Baldur e Odin na Escandinávia, e de algumas Deusas como Perséfone e Innana. Como em quase todos os Sabbaths a Igreja católica por seus motivos transformou festas Pagãs em suas festas também, não seria diferente em Ostara, a conhecida Páscoa para os Católicos comemorada depois a primeira Lua Cheia após o Equinócio.
                       Na "Roda do Ano" Ostara é o oposto de Mabon, marcando o despertar da Natureza, as Sementes a serem plantadas e sua futura germinação, é a plena renovação da vida, nossas esperanças e promessas que guardamos do Yule se realizam.                                                                         É o Sabath das realizações, renovações, pôr em prática nossos sonhos,regeneração, os cortes feitos na imbernação de sentimentos e sonhos, serão agora com o calor do Sol e a Beleza da Grande Mãe em pleno esplendor ouvidos , nossos corações serão acariciados e nossa criança interior será tratada, alimentada e ficará forte. Ostara recebe esse nome de uma Deusa Saxã da Primavera e também relacionado aos nomes de tantas outras como Ishtar,Astarte e Astoreth.           
 
O Animal que era sacrificado em antigos Rituais (Sacrificio não visto como um castigo, algo doloroso, mas sacrificarmos algo que nos da prazer em nome de um Eu Superior, em prol de Algo maior) era e Lebre, essa que tem muitas conotações místicas, sua fertilidade, sua relação com muitas Deusas Lunares, sua imolação e auto-sacrificio que lembram antigos Rituais de transformação.                                                          

O Sabbath Celta de Ostara coincidia com outras celebrações antigas como as festas de Ísis e Osíres, de Cibele e Attis,de Deméter e Perséfone e de Athena, em sua maioria este Sabat é a comemoração de muitas Deusas como Gaia, Hina, Lilith, Oxum.                                                  
 Comemoramos a volta de Perséfone do mundo subtarraneo e a Alegria de sua Mãe Deméter ao recebela, a Terra floresce de Alegria por sua volta.                                                        
Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Eostre, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o Coelho. Foi desse antigo Festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven, usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitado com as flores da Época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a facundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso utilize tintas não tóxicas, pois podem provocar problemas de saúde se ingeridas. Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com casca de cebolas na água, que dará uma cor dourada. Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar, para energizar seus pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, de acordo com sua criatividade. Os pedidos devem ser voltados à "Fertilidade", em todas as áreas.
 
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

SETEMBRO E SEU CALENDÁRIO


SETEMBRO E O CALENDÁRIO PAGÃO

 

           

        No antigo calendário romano, Septem era o sétimo mês. Apesar da mudança do calendário e do acréscimo de outros meses, seu nome permaneceu o mesmo e Pomona, a deusa romana padroeira dos frutos e das árvores frutíferas, foi escolhida como sua regente.

        O nome irlandês deste mês era Mean Fomhair, o anglo-saxão Haligmonath e o nórdico Witumonath. Os povos nativos o chamavam de Lua do Vinho, Lua da Cantoria, Lua do Esturjão, Lua da Madeira, Lua quando o Gamo bate a pata no chão e Mês Sagrado , entre outros.

        No calendário sagrado druídico, a letra Ogham correspondente é Muin e a planta sagrada é a videira. Seu lema é “para tomar tomar as decisões certas e fazer as escolhas corretas, entre em contato com sua voz interior”.

        As pedras sagradas são a safira azul e a oliviana. As deusas regentes são Ariadne, Asase, Yaa, Deméter, Gauri, Medusa, Meditrina, Mami, Néftis, Perséfone, Racha, Themis, Tonantzin e Ostara.

        Este mês em, vários lugares no hemisfério norte, era celebrado o equinócio de outono, chamado pelos celtas de Sabbath de Mabon ou Alban Elfed. Aqui, no hemisfério sul, neste mês celebramos o Sabbath Ostara (no hemisfério norte), comemorando o renascimento da natureza e o desabrochar da vegetação, o crescimento e a renovação.

        A mais famosa cerimonia grega – os Grandes  Mistérios  Eleusínos – homenageavam Démeter e Pérsefone. Cercados de profundo mistério e silencio, esses rituais eram reservados apenas aos iniciados e reencenavam os mistérios da morte e do renascimento. Outra importante festa grega era dedicada à deusa Themis, guardiã da ordem social e da consciência coletiva, protetora dos inocentes e executora dos que transgrediam a lei.

        No Egito, a cerimonia do “Acendimento dos Fogos” celebrava os deuses e as deusas, colocando-se lanternas e tochas em todos os altares e estátuas. Festejava-se, também, Thoth, o deus lunar com cabeça de íbis, senhor das palavras sagradas e das leis da magia.

        Na China, reverenciava-se a Lua durante o festival de Yue Ping, no qual as pessoas presenteavam os amigos com bolos em forma de meia lua ou lebre. Na Índia, a deusa Gauri era homenageada com doces feitos com mel, os quais eram depois comidos pelas pessoas para terem mais doçura em suas vidas.
 

        Também os incas celebravam a Lua na forma da deusa Mama Quilla, durante o ritual de purificação e agradecimento Citua, próximo ao equinócio.

        A entrada do sol no signo de Libra e as antigas celebrações do equinócio proporcionam, neste mês, oportunidades para buscar o equilíbrio entre luz e escuridão, razão e emoção, matéria e espirito. É um tempo propicio para organizar sua vida  e buscar soluções para seus problemas físicos, mentais, emocionais e espirituais.

 

CORRESPONDÊNCIAS:

 

·        ESPÍRITOS DA NATUREZA: grupos de fadas

·        ERVAS E FLORES: erva doce, centeio, trigo, valeriana, narciso, lírio, flores em geral

·        CORES: marrom, amarelo, verde, rosa

·        ESSÊNCIAS: gardênia, bergamota

·        PEDRAS:peridoto, olivina, crisólita, citrino, safira azul

·        ÁRVORES: avela, louro, videira

·        ANIMAIS:cobra, chacal, íbis, andorinha

DEIDADES: Deméter, Ísis, Perséfone, Néftis, Freya, Chang-O, Thoth, Ariadne, Asase, Yaa, Gauri, Medusa, Meditrina, Mami, Racha, Themis, Tonantzin e Ostara.

 

FONTES:  O LIVRO MÁGICO DA LUA
                O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE
                IMAGENS DA INTERNET