sábado, 3 de março de 2012

Simbolismo da Borboleta

BORBOLETA



Em grego antigo, Borboleta diz-se PSYCHÉ, ou seja, ALMA. Por sair do casulo, ao nascer, a borboleta é símbolo da alma imortal. representa AUTO TRANSFORMAÇÃO, clareza mental, novas etapas e liberdade. Assim como a borboleta que é irreversivelmente atraída  pela luz, a alma também é pela verdade divina, por isso é símbolo da verdade.

Na tradição antiga, a borboleta simbolizava o princípio etéreo.

Suas metamorfoses lembram o estado do homem sob sua forma terrestre, na qual o vigor e a atividade da alma celeste se encontram entravados e confundidos com o ser material.

Elevando-se no ar, a borboleta é a imagem da alma celeste rompendo os elos da matéria para se confundir com o novo éter o qual emana.

A borboleta (hu-die) é na China, como na Grécia antiga, o símbolo da alma, da renovação e da imortalidade.

Os chineses vêem nela igualmente uma evocação do homem enamorado que vem beber do cálice das flores ( a mulher).

As imagens de uma borboleta e uma ameixeira representam uma longa vida e a beleza virgem, uma borboleta e um gato expressa o desejo de que a vida se prolongue por muitos anos.

No Ocidente a borboleta representa a leveza e o inconsciente.

Nos sonhos é um símbolo de renascimento ligado ao processo de transformação psíquica, de libertação e de cadeias do Ego.

A psicanálise moderna vê na borboleta um símbolo de renascimento.

No Japão a borboleta é um emblema da mulher, por ser graciosa e ligeira. A felicidade matrimonial é representada por duas borboletas (masculino e feminino). Essas imagens são muitas vezes utilizadas em casamentos. Também são vistas como espíritos viajantes que anunciam a morte de uma pessoa próxima quando aparecem. A metamorfose das borboletas é simbolizada como: a crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser; a borboleta que sai dele é um símbolo de ressurreição. Também pode ser vista como a saída do túmulo.

No mito do imortal jardineiro (Yuan-ko), sua bela esposa ensina o segredo dos bichos-da-seda, sendo ela própria, talvez, um bicho-da-seda.
No mundo sino-vietnamita a borboleta serve para exprimir um voto de longevidade ou é associada ao crisântemo pra simbolizar o outono.

Um conto irlandês chamado Corte de Etain simboliza a borboleta como a alma liberta de seu invólucro carnal, como na simbologia cristã. No conto o deus Miter se casa pela segunda vez com uma deusa chamada Etain, e por ciúmes, sua primeira esposa, transforma-a em uma poça de água. Após algum tempo, a poça dá vida a uma lagarta que se transforma em uma linda borboleta. Mider e Engus (filho de Dagda) recolhem a lagarta e a protegem. "E essa lagarta se torna em seguida uma borboleta púrpura.(...) era a mais bela que já ouve no mundo.

O som de sua voz e o bater de suas asas eram mais doces que as gaitas de foles, as harpas e os cornos. Seus olhos brilhavam como pedras preciosas na obscuridade. Seu odor e seu perfume faziam passar a fome e a sede a quem quer que estivesse cerca dela. As gotículas que ela lançava de suas asas curavam todo o mal, toda doença e toda peste na casa daquele de quem ela se aproximava. O simbolismo é o da borboleta, o da alma liberta de seu invólucro carnal, como na simbologia cristã, e transformada em benfeitora e bem-aventurada."
Os astecas consideram a borboleta como um símbolo da alma, ou o sopro vital que escapa da boca de quem está morrendo.

Os balubas no Zaire central também simbolizam a borboleta como a alma. Eles dizem que o homem segue o ciclo da borboleta desde sua nascença até sua morte. O homem na infância é comparado a uma pequena lagarta e na maturidade, uma grande lagarta. Conforme vai envelhecendo, ele vai se transformando em uma crisálida. O seu túmulo seria associado ao casulo, de onde a alma sairá sob a forma de uma borboleta.

Os iranianos acreditam que os defuntos podem aparecer sobre a forma de uma mariposa.
Para os mexicanos, os guerreiros mortos acompanham o Sol na primeira metade do seu curto visível, até o meio-dia. Depois os guerreiros descem à terra sob a forma de borboletas ou colibris. Essa associação se deve ao fato da analogia da borboleta com a chama. O deus do fogo asteca (HUEHUETEOTL) levava como emblema um peitoral chamado borboleta de obsidiana. Também é o símbolo do sol negro, pois atravessa o mundo subterrâneo durante seu curso. É o fogo oculto, ligado à noção de sacrifício, morte e ressurreição.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ELEMENTOS MÁGICOS


“ELEMENTOS” MÁGICOS

Os “elementos" dentro do simbolismo mágico são os componentes básicos de tudo o que existe. Esses quatro elementos - Terra, Ar, Fogo e Água - são ao mesmo tempo visíveis e invisíveis, físicos e espirituais.
A partir desses elementos todas as coisas foram formadas, de acordo com o pensamento mágico. Nosso conhecimento científico atual, que sustenta haver muitos outros “blocos de construção", não contraria este princípio; é apenas uma versão mais elaborada.
Não é nada sábio encarar os quatro elementos em termos puramente físicos. Terra, por exemplo, refere-se não apenas ao planeta no qual vivemos, mas também ao fenômeno terreno, da base e da estabilidade. Similarmente o Fogo é muito mais do que a labareda.
Tais elementos possuem muitos atributos, os quais são necessárias algumas palavras sobre cada um deles e sobre o porquê de serem importante na pratica da magia.
Uma vez que praticamos a magia da Natureza, utilizando poderes, instrumentos e símbolos naturais, é importante compreender tais poderes Um dos meios de fazê-lo é por intermédio do estudo dos elementos.
O sistema elemental foi elaborado e aprimorado na Renascença, mas suas raízes se estendem muito mais para trás na história. Pode ser visto apenas como um conveniente sistema de organização para os diversos tipos de magia. Pode também ser encarado como o real sistema de poderes que podem ser acessados para auxiliar em encantamentos e rituais. Cabe a nós definir o modo que desejamos ver.
A seguir falaremos do simbolismo e dos tipos de magia relacionados aos elementos.
Sua compreensão ajudará muito nos trabalhos de magia.
Apesar de os elementos serem descritos como "masculinos"
e "femininos", isso não deve ser encarado de maneira preconceituosa. Assim como todos os sistemas da magia, isso e simbólico - descreve os atributos básicos dos elementos em termos facilmente compreendidos.
Não significa que seja mais masculino praticar magia de Fogo, ou que a magia de Água seja mais apropriada para mulheres. É apenas um sistema de símbolos.

TERRA

Este é o elemento com o qual estamos mais à vontade, pois é nossa morada. Terra não representa necessariamente a Terra física, mas sua porção, estável, sólida, segura.
A Terra é o alicerce dos elementos, a base. É nesse plano que a maio ria de nos passa boa parte de nossas vidas. Quando caminhamos, sentamos, nos erguemos, rastejamos, comemos, dormimos, trabalhamos, cuidamos de nossas plantas, conferimos nossos orçamentos ou ingerimos sal, estamos trabalhando dentro do elemento Terra.
A Terra é o domínio da abundância, prosperidade e riqueza. É o mais físico dos elementos e isso não e negativo, pois é sobre a Terra que os três outros elementos se apoiam. Sem a Terra, a vida como conhecemos não existiria.
Nas práticas de magia, a Terra "rege" todos os encantamentos e rituais que envolvam negócios, dinheiro, emprego, prosperidade em todas as suas formas, estabilidade, fertilidade e assim por diante.
Um ritual desse elemento pode ser simplesmente enterrar um objeto representando sua necessidade em uma área de solo virgem, caminhar pelo natureza visualizando sua necessidade, ou desenhar imagens no chão.
A Terra é um elemento feminino. Ela sustenta, é úmida, fértil, o que a faz feminina. Esses atributos fizeram com que incontáveis civilizações vissem a Terra como a grande Deusa-Mãe, a sempre fértil Criadora da Natureza.
A Terra rege o ponto cardeal Norte, pois esse é o local da maior das escuridões e do inverno. Sua cor é o verde dos campos e das plantas.
Rege as pedras, imagens, árvores e magia com nós.

AR

O Ar é o elemento do intelecto; é o domínio do pensamento, que constitui o primeiro passo para a criação.
Em termos de magia, o ar é a visualização clara, límpida e pura, a qual é um poderoso instrumento de mudança. É também movimento, p ímpeto que envia a visualização ao encontro da manifestação.
Rege os encantamentos e rituais envolvendo viagens, instrução, liberdade, obtenção de conhecimento, descoberta itens perdidos, revelação de mentiras e coisas do gênero.
Pode também ser utilizado no desenvolvimento das faculadade psíquicas.
Encantamentos envolvendo o ar normalmente incluem o ato de posicionar um objeto no ar ou atirar algo do alto de uma montanha ou lugar alto, de modo que o objeto conecte-se fisicamente de fato com o elemento.
O Ar é um elemento masculino, sendo seco, expansivo e ativo. É o elemento que domina os locais de aprendizado, e que atua enquanto teorizamos, pensamos e ponderamos.
O Ar rege o leste porque essa é a direção da grande luz, a luz da sabedoria e da consciência. Sua cor é o amarelo, o amarelo do sol e do céu da aurora, e sua estação é a primavera.
O Ar rege a magia dos quatro ventos, a maioria das adivinhações, a magia de concentração e visualização.

FOGO

O Fogo é o elemento da mudança, desejo e paixão. De certa forma, contem dentro dele todas as formas de magia, pois a magia é um processo de mudança.
A magia de Fogo pode ser assustadora. Os resultados se manifestam rápida e especularmente. Não é um elemento para os de pulso fraco. Entretanto, é o mais básico e, por isso, muito utilizado.
Este é o domínio da sexualidade e da paixão. Não é apenas o "fogo sagrado" do sexo, mas também a centelha de divindade que brilha dentro de nós e de todos os seres vivos. É ao mesmo tempo o mais físico e o mais espiritual dos elementos.
Seus rituais de magia envolvem energia, autoridade, sexo, cura destruição (de hábitos negativos e males), purificação, evolução, e assim por diante.
Um ritual de Fogo geralmente envolve defumação, a queima de ervas, objetos ou papéis, ou a utilização de velas ou pequenos fogareiros.
Sua magia é normalmente praticada próxima à lareiras, ou ao lado de fogueiras acesas em clareiras ou junto à chama de uma vela.
O Fogo é masculino. Rege o sul, o local do grande calor de cor vermelha e da estação do verão.
Toda a magia de velas é regida pelos poderes do fogo.

ÁGUA

A Água é o elemento da purificação, do subconsciente, do amor e das emoções.
Assim como a água é fluída, em constante mutação, fluindo de um nível para outro, também nossas emoções fluem.
A Água é o elemento da absorção e da germinação. O subconsciente é simbolizado por este elemento por estar sempre em movimento, como o mar que não descansa de dia ou de noite .
A magia de Água envolve o prazer, amizade, casamento, fertilidade, felicidade, cura, sono, sonhos, atos psíquicos, purificação e assim por diante.
Um ritual de Água normalmente termina com um objeto sendo atirado ou mergulhado num compartimento com água.
Este é um elemento feminino, e sua cor é o azul das águas profundas. Rege o oeste e os meses outonais do ano, quando as chuvas banham a terra.
A magia da Água é elaborada por meio de espelhos, do mar, da neblina e da chuva.

Abençoados sejam
Yohana
Fonte: Magia Natural -  Scott Cunningham
                                         Grimoire

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Calendário Pagão e o Mês de Fevereiro

FEVEREIRO



        Alguns consideram o nome deste mês derivado do nome do deus romano Februus, posteriormente identificado com Plutão. Fontes mais antigas, no entanto citam a deusa Februa como a padroeira do mês. Februa era a deusa da "febre do amor", da paixão, tendo sido mais tarde transformada em um dos dois aspectos da deusa Juno. Seus ritos orgiásticos persistiram ao longo dos tempos, tendo sido transformados na comemorações cristã de São Valentim, quando amigos e namorados trocam entre si bilhetes em forma de coração e presentes, na Europa e nos Estados Unidos.

O nome celta deste mês é Feabhra e o anglo-saxão, Solmonath, assinalando o retorno da luz após a escuridão do inverno.

No calendário sagrado druídico, a este mês é atribuído a letra Saille do alfabeto oghâmico, sendo o salgueiro a árvore correspondente. O lema do mês é “busque o equilíbrio em sua vida, mesmo passando por experiências dolorosas”. A pedra é a ametista.

Nas tradições dos povos nativos, os nomes deste mês retratam os rigores climáticos do hemisfério norte - Lua da Neve, Lua da Tempestade, Lua da Fome, Lua Selvagem - ou as antigas práticas de purificação espiritual - Lua Vermelha, Mês da Purificação.

Fevereiro é o mês mais curto do ano. Segundo uma lenda, perdeu um dia a favor de Agosto. Inicialmente os meses alternavam entre trinta e trinta e dois dias, mas em algum momento foi alterado e o mês perdeu dois dias em relação aos outros, exceto nos anos bissextos.

Na antiga Grécia, celebravam-se neste mês, os Mistérios Menores de Eleusis, com o retorno da Deusa Kore do mundo subterrâneo e o despertar da natureza. Celebram-se também, durante a lua cheia o festival da deusa Afrodite.

Em Roma, os festivais de Parentália e Ferália louvavam os ancestrais, o de Lupercália promovia rituais de purificação e fertilidade, o de Terminália reforçava a proteção das propriedades, enquanto os de Concórdia celebravam a paz e a harmonia entre as pessoas. Comemorava-se também Diana, a deusa Lua e das florestas. Era um período solene no qual não se celebravam festas ou casamentos e todos os templos eram fechados. As casas eram cuidadosamente limpas. As deusas Vesta e Mania eram honradas em rituais solenes.

As Sacerdotisas de Vesta (as Virgens Vestais) gozavam de enorme respeito e credibilidade. Elas guardavam os testamentos dos cidadãos de Roma e cuidavam para que fossem efetivamente cumpridos quando do falecimento do autor. Com uma simples aparição ou palavra de uma virgem vestal qualquer criminoso era libertado sem qualquer questionamento ou discussão.

No final do mês, os Festival de Caristia ou Concórdia consistia numa celebração familiar por paz e hamonia.

Na Lua Cheia deste mês, comemorava-se na China, a deusa da compaixão e misericórdia Kuan Yin, enquanto que na Lua Crescente celebrava-se, na Índia, a deusa Sarasvati e, no Japão a deusa solar Amaterasu, com o festival das lanternas Setsu-Bun-O.

O povo Inca tinha o Festival do Grande Amadurecimento, chamado Hatun Pucuy.

Os judeus celebram até hoje o Purim, festival dedicado à Rainha Esther, que salvou o povo hebraico de um massacre. As famílias vão à sinagoga e depois festejam com comidas tradicionais. As crianças se vestem com fantasias e encenam peças de teatro, trocando depois presentes entre si.

Fevereiro é um mês propicio tanto às reconfirmações do caminho espiritual quanto às iniciações, dedicando sua devoção a alguma divindade que se tenha afinidade.

Lembrando que antes de preparar qualquer ritual é recomendado que o ambiente seja limpo e purificado, pois a purificação altera o campo energético, removendo as energias mais densas, propiciando o ambiente para a entrada de energias benéficas e renovadoras.

Na tradição Wicca, comemora-se no Hemisfério Norte o Sabbath de Imbolc ou Candlemas e no Hemisfério Sul o Sabbath de Lammas ou Lughnasadh.



Correspondencias:



·        ESPIRITOS DA NATUREZA: fadas domésticas

·        ERVAS: balsamo, hissopo, mira e sálvia

·        CORES: azul claro, violeta

·        FLORES: prímula

·        ESSÊNCIAS: heliotrópio

·        PEDRAS: ametista, jaspe, cristal em pedra

·        ÁRVORES: sorveira, louro, cedro

·        ANIMAIS: lontra, águia

·        DEIDADES: Brigith, Juno, Kuan Yin, Diana, Deméter, Perséfone / Kore, Afrodite

Fontes:   O ANUARIO DA GRANDE MÃE

                O LIVRO MÁGICO DA LUA