domingo, 12 de janeiro de 2014

Frigga, “A Amada”, Deusa nórdica protetora das mulheres



No limiar dos mundos, no palácio Fensalir cercado por pântanos e escondido pela névoa, a deusa Frigga fica sentada no seu trono de cristal e fia com seu fuso estelar os fios multicoloridos do destino. Rainha Mãe das divindades Aesir, Frigga é a deusa que conhece os desígnios de todos os seres, mas guarda silêncio, sem revelar o futuro ou fazer profecias. Rainha Celeste e consorte do deus Odin, Frigga no entanto, passa mais tempo no seu palácio, onde vive cercada por uma constelação de doze acompanhantes, que personificam aspectos e atribuições divinos, cada uma tendo funções variadas.
         São elas: Saga, a sábia contadora de histórias e detentora das memórias ancestrais; Eir, a curadora hábil no uso de ervas e raízes; Fulla, guardiã dos mistérios, riquezas e dons ocultos, confidente e conselheira das mulheres; Gna, a mensageira que traz os pedidos humanos e espalha as bênçãos da Deusa; Syn, guardiã dos limites, portais e de tudo que precisa ficar escondido ou fechado; Hlin, defensora e protetora das mulheres injustiçadas ou perseguidas; Gefjon, padroeira das mulheres solteiras e doadora da abundância como fruto do trabalho; Sjofn, abre os corações para o amor e a afeição; Lofn abençoa as uniões com permissão, proteção e paz; Var é a testemunha dos juramentos , que pune os transgressores e zela pela integridade moral e espiritual; Vor guia a intuição, aprofunda a compreensão e a expansão da consciência; Snotra ensina a conduta certa, reforça os elos grupais e as qualidades de gentileza, honra e parceria.
         Protetora das mulheres, Frigga as conduz no aprendizado
dos Mistérios do Sangue e nos ritos de passagem ao longo das suas vidas. Como Grande Tecelã, Ela fia a energia cósmica e entrega os fios para as Nornes, as Senhoras do Destino, que são as responsáveis por tecer a intrincada e complexa tessitura do destino universal. 
Na cosmologia nórdica existem dois conceitos representando o destino, chamados orlög e wyrd. Orlög refere-se aos fatores que não podem ser mudados como: raça e país de origem, ancestralidade, família, genética, potencial inato, perfil astrológico, ações e eventos passados da trajetória individual, familiar e grupal e suas implicações na vida presente. Orlög é a base do destino e do próprio mundo e está além do nosso alcance, por ser imutável. Podemos imaginá-lo como uma urdidura (ou trama) de fios, fixada no tear cósmico, através dos quais move-se a laçadeira que conduz os fios móveis do wyrd.
Diferente do orlög, o wyrd é mutável por ser constituído por nossas ações, atitudes e escolhas atuais, porém cujas consequências irão se refletir no futuro. Podemos mudar a cor dos fios do wyrd, a velocidade com qual se move a laçadeira e a padronagem da tessitura, porém jamais poderemos alterar a trama básica do orlög, que reina absoluto na atuação das leis do destino.
Tanto o orlög quanto o wyrd formam a teia da nossa vida, tecida pelas Nornes, que ficam sentadas sob as raízes de Yggdrasil, a Árvore do Mundo e monitoram a vida dos deuses e dos seres humanos. Tudo está subordinado às leis das Nornes, nem mesmo as divindades escapam das leis eternas e inexoráveis.
 Frigga é a única deusa que compartilha da sabedoria das Nornes, pois Ela percebe e compreende a diversidade das modulações da tessitura cósmica, mas não revela este conhecimento.
Sem poder mudar o orlög, Frigga, no entanto , pode tecer encantamentos de proteção para aqueles que Ela ama e protege como as mulheres, em especial as gestantes e parturientes, os recém nascidos e os casais que desejam ter filhos.
Frigga se apresenta como uma mulher madura e majestosa, com os cabelos da cor das folhas de outono, trançados e presos em forma de coroa com faiscantes pedras preciosas lapidadas como estrelas. Suas vestes são simples, mas sempre usa um colar de âmbar e um cinto dourado com várias chaves penduradas. Às vezes porta um manto de penas (de cisne ou falcão) representando seu dom de metamorfose para sobrevoar os nove mundos do cosmos nórdico.
Frigga detém o poder sobre os elementos e os seus reinos, mas a sua atribuição principal é como protetora do lar e da lareira, empenhando-se em criar e manter a harmonia e a paz familiar e grupal. Por ser Ela mesma uma esposa leal e mãe amorosa, cria laços afetivos - com os fios por Ela tecidos - entre homens e mulheres, mães e filhos, deuses e humanos, conectando também os tempos, com a lembrança do passado, a vivência plena no presente e a necessária sabedoria e prudência no futuro.
A melhor maneira para pedir ajuda para a deusa Frigga é sentir o desejo sincero de harmonizar e apaziguar sua família e o seu lar. A energia do nosso ambiente doméstico permeia todos os aspectos da nossa vida e nos afeta de forma sutil ou intensa. Nosso lar deve ser nosso santuário, um oásis de tranquilidade e bem estar, onde podemos nos refugiar e refazer do desgaste cotidiano, despindo nossas armaduras, descartando máscaras e abrindo nossos corações para receber e dar amor.
Cada vez que sentirmos energias negativas invadindo nosso lar e criando discórdias e desassossego, podemos criar um pequeno ritual reunindo nossos familiares ao redor da mesa de jantar, acendendo uma vela no centro cercada de frutas secas e frescas, sementes e flores. Após uma curta oração para a Mãe Divina (arquétipo fácil de compreender e aceitar por todos) pediremos que cada pessoa possa fazer uma avaliação em relação a um fato doloroso do passado, dele se desligando e perdoando, comendo depois uma fruta seca e agradecendo pela cura e transmutação. Logo após se agradecem as dádivas do presente - incluindo a família e o lar - comendo uma fruta fresca. Em seguida faz-se uma invocação e um pedido relacionado com um projeto futuro, mastigando devagar três sementes e mentalizando sua realização. No final todos fazem um brinde com suco de maçã agradecendo as futuras conquistas e de mãos dadas, cada um expressa seu compromisso pessoal para contribuir à sua maneira na manutenção da harmonia familiar. Quem quiser, poderá acender uma vela e caminhar ao redor da casa no sentido horário, visualizando a luz divina clareando as sombras e afastando a negatividade, interna e externa. A seguir as velas serão colocadas perto da lareira ou do fogão e deixadas para queimar até o fim. A mulher que invocou a ajuda da Deusa para sua casa, permanecerá
algum tempo em introspecção e oração visualizando as vibrações de harmonia, paz, alegria e proteção preenchendo seu lar e agradecerá as bênçãos recebidas da amada Mãe Divina Frigga.


Texto Mirella Faur

sábado, 11 de janeiro de 2014

BANHO DE DESCARREGO

Banho de Descarrego:

Em recipiente de alumínio, coloque:

* folhas de manjericão
* folhas de eucalipto
* chá de bugre
* guiné
* alecrim

Despeje água fervente em cima e tampe, quando estiver morno, faça uma oração pedindo que tudo de ruim seja retirado, tome o banho!
As ervas deverão ser largadas um verde fora de casa, de MANEIRA NENHUMA DEVEM SER COLOCADAS NO LIXO!!!

* Se desejar, pode coar o banho antes de tomar!

Abençoados sejam!!!

11 DE JANEIRO E O CALENDÁRIO PAGÃO

11 DE JANEIRO E O CALENDÁRIO PAGÃO ...

Dia dedicado à deusa nórdica Frigga, consorte do deus Odin e uma das manifestações da Grande Mãe. Seu emblema era a roca de fiar e este dia era chamado Dia da Roca, quando as mulheres reiniciavam suas atividades após os festejos do Yule.
Neste dia, celebrava-se também Juturna, a deusa romana das fontes e águas sagradas, padroeira das profecias.
Na Escócia, antigamente, os pescadores faziam um encantamento para afastar os azares e os malefícios. Ao pôr-do-sol, ateava-se fogo a um barril com piche, deixando-o queimar até o amanhecer. Os pedaços carbonizados eram usados depois como amuletos de proteção em suas embarcações.

Fonte: O Anuário da Grande Mãe

domingo, 5 de janeiro de 2014

DEUSA OPS TRAZ ABUNDANCIA

Ops era uma deusa romana da Terra, da fertilidade
e da prosperidade, protetora da agricultura e dos recém-nascidos e esposa de Saturno, o Deus invocado no plantio das sementes. Como Ops Consiva, “A Senhora que Planta”, era reverenciada nos plantios e nas colheitas. Em seu aspecto de Opífera, era padroeira dos partos e protetora dos recém-nascidos.
        Considerada um dos aspectos da Magna Mater, era
também conhecida como a deusa Patella “a que abria o
invólucro das sementes para que o broto pudesse sair”
e a deusa Runcina, “a que facilitava o corte das hastes na colheita”. Deusa pré-helênica muito antiga, foi equiparada posteriormente à Rhea, a deusa grega da Terra, honrada com oferenda de flores, vegetais, cereais
e frutas.
        Em 17 de dezembro iniciava a Saturnália, 12 dias de
festejos dedicados aos deuses romanos da agricultura: Saturno e Ops. Esse festival era marcado por extrema liberalidade e licenciosidade, com orgias, fantasias com máscaras, peças burlescas e troca de presentes entre amigos. Por ser um tempo de transição entre a morte do
velho ano e o nascimento do novo, havia um período de caos e abolição de regras e leis. Donos e escravos trocavam de lugares, os prisioneiros eram libertados e os julgamentos eram suspensos. As crianças recebiam presentes e tinham várias regalias. A 19 de dezembro, a festa de Opália, em Roma, celebra o aspecto de fertilidade da Deusa Ops, descreve Mirella Faur no livro
“O Anuário da Grande Mãe” (editora Gaia).
        E antes que alguém se lembre de associar a deusa Ops com a interjeição “Oops”, que em inglês equivale a “opa”, a palavra latina ops significa “riquezas, bens, abundância, presentes, generosidade, fartura”. A palavra está relacionada também com opus, que significa “ trabalho ” ,  particularmente no sentido de “trabalhar a terra, arar e semeá-la”. Esta atividade foi considerada sagrada, e muitas vezes era realizada a partir de rituais religiosos destinados a obter a boa vontade das divindades ctônicas como Ops. A palavra ops também está relacionada com a palavra sânscrita ápnas, que significa “bens, propriedade”.
Ops era uma deusa ctônica, ou telúrica, o que em mitologia, e particularmente na grega, significa  “relativo à terra”, “terreno” e designa ou refere-se aos deuses ou espíritos do mundo subterrâneo, por oposição às divindades olímpicas. Ops fazia crescer a vegetação. Como o seu domicílio estava dentro da terra,  a deusa era invocada pelos seus seguidores sentados, com as mãos tocando o solo, honrando, assim, a terra, doadora de todas as riquezas.
Ops, a deusa mãe, também era considerada a Grande Mãe dos Deuses e a Grande Deusa. Segundo a tradição romana, o culto a Ops foi instituído por Tito Tácio, um dos reis sabinos de Roma. Os Sabinos habitavam as colinas próximas a Roma, no Lácio, ao oeste dos Apeninos.
Atualmente a área chamada Sabina constitui uma sub-região do Lácio, a leste de Roma. Ops logo tornou-se a
Padroeira da riqueza, abundância e prosperidade e teve um famoso templo no capitólio. Ela também adquiriu status de rainha e tinha a reputação de ser uma deusa eminente. Por decreto, todos os templos públicos, sacerdotes e sacrifícios deveriam ser concedidos a ela.
        Essa deusa romana das colheitas, prosperidade e fertilidade não é estritamente ligada à agricultura, à vida no campo, ao trabalho na terra. Mesmo sendo uma deidade da colheita agrícola, Ops abrange as noções mais amplas da abundância. A Ela podemos, então, entregar os pedidos de boa sorte, sucesso e fortuna para as nossas vidas, estabelecendo também uma relação de gratidão pelas oportunidades de colheita farta que nos  proporciona.
Ops nos sugere, ainda, uma avaliação da semeadura que fazemos todos os dias, do cuidado com aquilo que
semeamos para evitar queixas futuras a respeito do que
colhemos, e da necessidade de paciência para a maturação dos frutos. No solo da Deusa, tudo o que for semeado será colhido. Todos os plantios são favoráveis, prosperam todas as sementes. Não há que se reclamar do que se colhe, mas, antes, escolher bem o que se põe hoje no caminho futuro. Não há, também, que se comparar o próprio farnel com o que é do alheio. Não se compara esforço individual, pois, para uns é maior, para outros mais fácil. Importa observar que cada um(a) recolhe para si o que espalhou, essa é a ordem universal.
        Preparar a terra é fundamental à boa colheita. Vamos avaliar o estado do zelo conosco em todos os nossos corpos: físico, mental, emocional, energético e espiritual. Se um deles está em desarmonia, não haverá
o necessário equilíbrio para que a vida nos entregue o seu melhor. Não há semente boa para solo fraco.
        Portanto, é preciso ajudar a Deusa Ops a favorecer
nossas colheitas. Cuidemo-nos bem para podermos desfrutar toda a generosidade da Grande Mãe. Deusa dos grãos, Ops traz a força da natureza, a abundância das colheitas.
        “Conecte-se à energia da terra, caminhando descalça, abraçando uma árvore, honrando seus irmãos de criação ou ofertando algum produto da terra à deusa”. Essa sugestão de Mirella Faur em seu livro é um ritual a ser inserido no cotidiano, de modo que a terra seja reverenciada constantemente.
        Por fim, cabe avaliar a contribuição de cada um(a)
para o bem da Terra. Como tem sido a nossa relação com a mais gentil doadora? Discutamos as questões do planeta, mas pensemos o nosso comportamento no espaço que habitamos, na rua em que moramos, no bairro, na cidade, no estado, no país. De menor a maior, façamos a nossa parte de amor para que a terra não sofra com o nosso descuido e desatenção, que agridem tanto quanto quem diretamente a prejudica. Não sejamos indiferentes à dor da Terra, porque somos integrados a ela do mesmo modo que fazemos parte de uma só teia no universo divino.
        Em parceria com a Deusa Ops, vamos cuidar da semente preciosa que cada um(a) de nós é no solo fértil da vida, para que a prosperidade material e a abundância espiritual sejam mais do que desejos, sejam a realidade que precisamos, queremos e merecemos.


FONTE: JORNAL DEUSA VIVA (Dezembro de 2013).

sábado, 4 de janeiro de 2014

04 DE JANEIRO E O CALENDÁRIO PAGÃO

Festa de Kore, na antiga Grécia, uma manifestação da Deusa como Virgem ou Donzela. Celebrada como a deusa dos campos verdes e dos brotos, suas estátuas eram adornadas com jóias e carregadas sete vezes ao redor das cidades e das casas, pedindo proteção e boa sorte.
Comemoração de Tamar, uma antiga deusa russa, senhora do céu, do tempo e das estações. Segundo a lenda, Tamar era uma eterna virgem que voava pelo céu, cavalgando uma serpente dourada. Ela morava em um palácio de pedra, construído por cegonhas e andorinhas e, apesar de virgem, ela engravidou pelo toque dos raios solares e gerou um ser angelical. Como governante das estações, Tamar aprisionava o mestre dos ventos durante os meses do verão e o liberava para que trouxesse neve no inverno.
Na Coréia, o ritual das Sete Estrelas pedia sorte e prosperidade com oferendas de arroz para as divindades da constelação Ursa Maior.


Fonte: O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Janeiro e sua magia...

O primeiro mês do atual calendário gregoriano foi nomeado em homenagem ao casal divino Janus e Jana, ou Dianus e Diana, antigas divindades pré-latinas, tutelares dos princípios, das portas e entradas e dos começos de qualquer ação ou empreendimento. 
Governando o Sol e a Lua,  Janus e Jana eram os primeiros invocados nas cerimônias, nos rituais e nas bênçãos de qualquer atividade. Com a chegada dos latinos, eles foram substituídos pelo casal divino de sua própria tradição Júpiter e Juno. Ainda assim, o culto a Janus permaneceu, sendo sua benção necessária para qualquer empreendimento autorizado por Júpiter.

Janus era considerado o deus do Sol e do dia, o guardião do Arco Celeste e de todas as portas e entradas, inventor das leis civis, das cerimonias  religiosas e da cunhagem das moedas, que representavam-no como um deus com dois rostos, um virado para o passado e outro para o futuro.  Os atributos de Jana foram assumidos por uma das manifestações da deusa Juno, representada como uma deusa dupla, Antevorta (que olhava para trás e lembrava o passado) e Postvorta (que olhava para frente e detinha o poder da profecia).

Janeiro contém, em si, a semente de todos os potenciais do novo ano, mas também guarda os elementos, as lições e os resíduos do ano que antecedeu. Por isso, é um período adequado para nos livrarmos do velho e do ultrapassado em nossas vidas e ocupações diárias, preparando planos e projetos para novas conquistas, mudanças e realizações.
De acordo com a tradição e a cultura de cada povo, este mês é conhecido sob vários outros nomes. No calendário sagrado druídico, que usa letras do alfabeto Ogham e árvores correspondentes é o mês do álamo, da letra Fearn e seu lema é “fazer escolhas, buscando proteção  e orientação espiritual”.  A pedra sagrada é a granada e as deusas regentes são as Nornes, Jana, Inanna, Anunit, Frigga, Sarasvati, Kore, Pele, Morrigan, Carmenta e Pax.
Já na tradição dos povos nativos, são várias as denominações, como Lua do Lobo, Lua da Neve, Lua Fria, Lua Casta e Mês da Quietude.
Os países nórdicos e celtas celebravam neste mês as Nornes (as três Deusas do Destino), a deusa tríplice Morrigan (senhora da vida, da morte e da guerra) e Frigga (a deusa padroeira do amor e dos casamentos).
Na Índia, comemorava-se Sarasvati, a deusa dos rios, das artes e dos escritos, com os festivais Besant Panchami e Makara Sankranti.
Na antiga Suméria, celebrava-se a deusa do amor e da fertilidade Inanna e a deusa lunar Anunit.
Sekhmet, a deusa solar com cara de leoa e Hathor, a deusa lunar adornada com chifres de vaca, eram celebradas no Egito. A Grande Mãe era honrada em suas representações como a eslava anciã Baba Yaga e a criadora africana Mawu.
Várias comemorações gregas e romanas homenageavam as deusas Kore, Justitia, Carmenta, Athena, Pax, Ceres, Cibele e Gaia.
No Oriente, reverenciavam-se os ancestrais, as divindades da boa sorte, do lar e da riqueza, invocando suas bênçãos para o Ano Novo e realizando vários rituais para afugentar as energias maléficas e os azares.
        A Lua Cheia de Janeiro honrava Ch'ang-O, a deusa chinesa dos quartos de dormir e protetora das crianças.
        O Ano Novo na China começa no primeiro dia de Lua Crescente com o Sol em Aquário. Isto ocorre no período que vai de 21 de Janeiro a no máximo 19 de Fevereiro.
Apesar das diferenças geográficas, climáticas, mitológicas e sociais, todas as antigas culturas tinham cerimônias específicas para fechar um velho ciclo e celebrar o inicio de outro. Mesmo que nossa cultura e realidade sejam completamente diferentes e estejam distanciadas no tempo e no espaço, nossa memoria ancestral guarda os registros dessas celebrações de nossos antepassados e de nossas próprias vidas passadas. Por isso, podemos usar essas informações e lembranças dos antigos rituais e costumes para imprimir e promover mudanças no nosso subconsciente, materializando-as depois no nosso mundo real.
Podemos usar, de uma outra forma mais moderna e pessoal, a antiga sabedoria ancestral, dedicando o mês de Janeiro a “renovação da terra" de nossa realidade material, recolhendo-nos e contemplando a colheita no ano que passou, preparando as sementes para os novos planos e projetos.

CORRESPONDÊNCIAS

Espíritos da Natureza: gnomos, brownies
Ervas: manjerona, cardo, castanhas e cones
Cores: branco brilhante, azul-violeta, preto
Flores: galanto, açafrão
Essências: almíscar, mimosa
Pedras: granada, ônix, azeviche, crisópraso
Árvores: bétula
Animais: coiote, raposa, pavão, gaio
Deidades: Freya, Inanna, Sarasvati, Hera, Ch'ang-O, Sinn
Fluxo de energia: indolente, sob a superfície; inicio econcepção. Proteção, reversão de encantos. Manutenção de energia através do trabalho de problemas pessoais que não envolvam mais ninguém. Fazer com que seus vários corpos trabalhem harmoniosamente juntos com os mesmos objetivos.

Fontes: O Anuário da Grande Mãe

              Livro Mágico da Lua